IPAC - Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia

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Secult promove campanha sobre patrimônios culturais da Bahia

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Até domingo, dia 18 (novembro, 2012), a Secretaria de Cultura do Estado (Secult), através do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC) realiza campanha sobre os bens culturais da Bahia protegidos oficialmente por instâncias estaduais, federais e internacionais. A iniciativa que começou último dia 3 pretende despertar maior consciência participativa do cidadão para a proteção efetiva desses patrimônios baianos.

 São exibidos dados e fotos sobre os centros históricos de Salvador e Caetité, as cidades de Cachoeira e São Félix, a arquitetura art déco e modernista em salvador, bens imateriais como o Ofício de Vaqueiros, e os Circuitos Arqueológicos da Chapada Diamantina.

 A campanha se utiliza de 442 inserções em rádios AM e FM de Salvador, e 3,7 mil em cidades do interior como Ilhéus, Itabuna, Valença, Eunápolis, toda a região do Recôncavo baiano, dentre outros municípios. Na capital baiana, além de inserções em rádios, foram produzidos outdoors e busdoors, este último, adesivos colocados em ônibus de grande circulação na cidade. Ao todo são 62 unidades de busdoors e outdoors

 Segundo o diretor do IPAC, Frederico Mendonça, a publicidade complementa ações de formação cidadã, educação patrimonial e a política pública do Instituto. “Informar e comunicar é obrigação legal e determinação federal, além de ser imprescindível para mobilizar a população para a proteção e a preservação”, diz Mendonça. Ele explica que a campanha tem o lema ‘Conheça, Valorize e Preserve’. A primeira etapa deste ano (2012) informa quais são os bens culturais. Já em 2013 serão promovidas a valorização e a preservação.

 “Nos últimos seis anos (2007-2012) os governos federal e estadual investiram cerca de R$ 40 milhões, somente através do IPAC, beneficiando bens culturais baianos com obras, restaurações e projetos diversos, mas nada adianta se os proprietários desses patrimônios e a população não entenderem que eles são partícipes ativos na proteção desses acervos que sintetizam a história e cultura do nosso povo para as futuras gerações”, diz Mendonça.

O assessor de Comunicação do IPAC, Geraldo Moniz, que fez o atendimento à agência Tempo Propaganda, criadora da campanha, ressalta a mobilização. “Não se faz política pública sem participação da população, ainda mais com bens edificados que necessitam de vigilância e consciência cidadã para não serem depredados. Segundo ele, monumentos onde foram gastos milhões, depois de inaugurados são depredados por anônimos. “Nesses casos ficam evidenciadas a ausência de compromisso, consciência participativa e cidadã”, relata Moniz.

 Para informar e combater a falta de compromisso, o assessor do IPAC lembra que desde 2007 o IPAC promove oficinas de educação patrimonial, visitas guiadas a monumentos restaurados, publica cartilhas, guias de orientação e livros, e produz vídeos sobre bens culturais. Fóruns, seminários e encontros completam a lista. “Nas atuais obras do IPAC na Igreja de Piatã, Chapada Diamantina, e nos painéis modernistas da Escola Parque, em Salvador, estão sendo promovidas atividades paralelas com vídeos-educativos e visitas guiadas, este último via parceria entre Secretaria de Educação e Secult”, completa Geraldo Moniz.

 Em Salvador os outdoors estão nas avenidas Paralela, ACM, Juracy Magalhães, Tancredo Neves, Magalhães Neto, Bonocô, Vale do Canela, Rótula do Abacaxi e outros pontos. Placas nas rodovias federais BR-116, BR-110, BR-324, BR-242 e BR-407. Banners virtuais nos sites de grande acesso como A Tarde OnLine, IBahia, G1 Bahia,  Correio24h e outros. No interior, a campanha virtual atinge sites de Cruz das Almas, Camaçari, Muritiba e Santo Antônio de Jesus. Outras informações sobre a campanha e o IPAC via facebook ‘Ipacba Patrimônio’, twitter ‘@ipac_ba’ e site www.ipac.ba.gov.br.

BOX opcional – Patrimônios da Bahia presentes na Campanha/IPAC:

 

Centro Histórico de Salvador – Erroneamente conhecido apenas como Pelourinho – que é uma praça/largo -, o Centro Histórico de Salvador (CHS) é uma poligonal traçada pelo Iphan/Ministério da Cultura (MinC) determinando a área que tem a proteção legal de tombamento como Monumento Nacional. Ela vai dos conventos de São Bento e de Santa Tereza – Museu de Arte Sacra – passa pela Praça Castro Alves, ruas Chile, Ruy Barbosa e D’Ajuda, praças Municipal e da Sé, Terreiro de Jesus, largos do Pelourinho e do Carmo, ruas do passo e Direita de Santo Antônio, terminando no Forte de mesmo nome, antes da Ladeira da Água Brusca. É uma região é extremamente rica em arquitetura e monumentos históricos que datam do século XVII até o século XIX e XX. Igrejas, cafés, restaurantes, lojas, casas residenciais e comerciais, e edifícios do barroco-colonial formam o conjunto. Juntamente com o bairro do Comércio, que foi tombado em 2009 pelo MinC/Iphan, o CHS é considerada a maior área urbana tombada (1985) do Brasil. Nesse espaço estão localizados o Museu Afro-Brasileiro, Memorial da Medicina Brasileira, Catedral Basílica, Igreja e Convento de São Francisco, Casa Ruy Barbosa, Palácio Arquiepiscopal de Salvador, Palácio Rio Branco, Plano Inclinado Gonçalves, Elevador Lacerda, Casa da Câmara, dentre outros.

 

Centro Histórico de Caetité - É um dos núcleos urbanos tombados pelo IPAC. O conjunto urbanístico e arquitetônico do Centro Antigo de Caetité, cidade a 757 km de Salvador, possui imóveis originários do século XIX e início do século XX, e uma das regiões tombadas pelo IPAC, no interior da Bahia. Caetité é o município que tem mais imóveis tombados pelo IPAC, depois de Salvador, com sete tombamentos definitivos e cinco provisórios, totalizando 12 construções consideradas patrimônio cultural da Bahia.

 

Circuitos Arqueológicos da Chapada Diamantina - O projeto Circuitos Arqueológicos da Chapada Diamantina, é o primeiro circuito de arqueologia da Bahia, realizado através da parceria entre o IPAC e o Departamento de Antropologia da UFBA. O Circuito identifica, pesquisa e realiza manejos de sítios de arte rupestre, bens paisagísticos e edificações reconhecidas como patrimônios culturais na Chapada Diamantina. O objetivo é criar um circuito de visitação que promova a preservação e o usufruto pleno dos bens da Chapada através do Turismo Cultural. O projeto Circuitos Arqueológicos começou em 2008, com levantamentos dos bens culturais, mobilizações, oficinas e cursos que duraram 15 meses em seis municípios, Lençóis, Palmeiras, Iraquara, Morro do Chapéu, Wagner e Seabra. Cerca de 450 pessoas foram beneficiadas, transformando-se em multiplicadores.

 

Ponte D. Pedro II - Toda em treliças de ferro, a ponte Dom Pedro II foi fabricada na Inglaterra, de onde veio pré-montada, utilizando a mais avançada tecnologia da época, integrando a que é considerada a mais importante ferroviária realizada na América do Sul.  Inaugurada em 7 de julho de 1865, a ponte foi  projetada para ser um elo entre o sertão e o litoral baiano,  contribuindo significativamente para o desenvolvimento da economia no Estado até meado do século XX. A obra tem o comprimento total de 365m e 9,5m de largura, e cruza o Rio Paraguaçu, iniciando do lado de Cachoeira no Cais da Manga, até em frente à Matriz do Senhor Deus Menino, em São Félix. A ponte Dom Pedro II possui valores individuais a serem preservados, tendo sido estes reiterados por meio do tombamento pelo Governo do Estado da Bahia, de acordo com a Lei n.º 3660/78, através do Decreto n.º 8.357, de 05.11.02.

 

Ofício dos Vaqueiros - A Bahia foi o primeiro estado do Brasil a reconhecer oficialmente um Ofício Cultural como Patrimônio Estadual. Através do decreto nº 13.150/11 de 2012, o Ofício de Vaqueiros foi reconhecido como um bem imaterial do estado da Bahia, através de um dossiê produzido pelo IPAC. O Ofício dos Vaqueiros traduz um modo de ser e de viver existente por 400 anos como uma das características culturais das mais emblemáticas do Sertão baiano. Pesquisas apontam que na Bahia, já em 1550, a família do colonizador português Garcia D’Ávila expedia vaqueiros para colonizar e ocupar terras internas do Brasil. A marcha dos vaqueiros exigiu o desenvolvimento de técnicas e procedimentos que possibilitassem desbravamento de caatingas, matas, agrestes, chapadas, cerrados e planaltos à procura de pastos para o gado crescente que já não podia mais ocupar apenas a orla atlântica da Bahia.

 

Cachoeira e São Félix - Os municípios de Cachoeira e São Félix, localizados na região do Recôncavo baiano, apresentam importância relevante na história e cultura do país, sendo Cachoeira a cidade com mais bens tombados pela União, fora de Salvador. O município de São Félix consta com total de seis bens tombados pelo IPAC e um tombado pelo Iphan; enquanto Cachoeira apresenta dois bens tombados pelo Estado, 31 tombados pela União, além do registro especial de Patrimônio Imaterial da Festa da Boa Morte.

 

Arquitetura moderna - Além de edificações barroco-coloniais, o IPAC começou a partir de 2007, integrando a política pública de patrimônio cultural, a desenvolver pesquisas e realizar tombamentos para a arquitetura art déco, e moderna ou modernista, fato inédito até então na política estadual. Em Salvador, algumas dessas edificações já foram tombadas, como o do Hospital Aristides Maltez, em Brotas; os edifícios Oceania, na Barra; Dourado, na Graça e Caramuru, no Comércio.  O tombamento é o reconhecimento de mérito, de importância para a história do estado, não retirando a propriedade e suas obrigações inerentes do proprietário. Apenas que o instituto ficará responsável pela fiscalização dos imóveis e impedirá que os aspectos que os caracterizam não sejam perdidos.

 

Fotos em ALTA DEFINIÇÃO:  http://www.flickr.com/photos/secultba/sets/72157632006611463/

Crédito Fotográfico obrigatório: Lei nº 9610/98

 

Assessoria de Comunicação IPAC – em 14.11.2012 – Coordenador Geral: Geraldo Moniz (drt-ba 1498). Contatos: (71) 8731-2641 e 3117-6490, texto-base: estagiário Brenno Almeida, revisão: assistente de jornalismo Ana Paula Nobre,ascom.ipac@ipac.ba.gov.br www.ipac.ba.gov.br - Facebook: Ipacba Patrimônio – Twitter: @ipac_ba