IPAC - Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia

Oficio das Baianas do Acarajé

Baianas de Acarajé

O Oficio da baiana é um saber tradicional enraizado no cotidiano contemporâneo. O comércio de rua, permitiu que mulheres escravas e libertas fossem além da prestação de serviços aos seus senhores, e estivessem também nos cantos da cidade comercializando para seu sustento e de suas famílias com os seus tabuleiros, tornando-se importantes para a constituição de laços comunitários, além de cumprimentos de suas obrigações religiosas nos terreiros de candomblé. O Oficio da baiana consiste na elaboração do acarajé como seu alimento principal. Feito de feijão fradinho e cebola, frito no formato de ‘bola’ no azeite de dendê é servido com pimenta, camarão, vatapá, salada e caruru.

Todo território baiano e em outras regiões do país.

Registro nº 02- Decreto Estadual nº 14.191/2012

Nas ruas de Salvador, de outras cidades do estado da Bahia e, mais raramente, em outras regiões do país, as baianas tradicionais com suas saias rodadas, os panos da costa, o torso na cabeça, a bata e os colares com as cores dos seus orixás pessoais, encontram-se sempre acompanhadas por seus tabuleiros que contém, não só o acarajé e seus possíveis complementos, como o vatapá e o camarão seco, mas também outras comidas como: abará, lelê, queijada, passarinha, bolo de estudante, cocada branca e preta. O acarajé é uma palavra composta, proveniente da língua africana iorubá – “akará” bola de fogo e “je” comer, ou seja, comer bola de fogo. Sua origem vem de uma lenda que narra a relação entre Xangô e sua esposa Iansã.