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Terreiro Mokambo recebe certificado de tombamento neste domingo (23), às 14h

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O Terreiro Mokambo (Onzó Nguzo za Nkizi Dandalunda Ye Tempo), localizado na Vila 2 de Julho, próximo ao Trobogy, em Salvador, recebe o certificado de Patrimônio Cultural neste domingo (23), às 14h, do diretor geral do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC), João Carlos de Oliveira. No domingo (23) à noite acontece também no terreiro a Festa de Mutalambô (Oxóssi na nação Kêto), mesmo Nkissi (Orixá) da famosa Mãe Mirinha de Portão (Altanira Conceição Souza 1924—1989), Mametu do Terreiro São Jorge Filho da Goméia, do qual descende o Mokambo. “Estou feliz por receber esse reconhecimento para a nossa casa em uma data tão especial quando reverenciamos Mutalambô, Nkissi de Mãe Mirinha”, afirma Taata Anselmo Santos.

 

Segundo o diretor do Instituto, o Terreiro Mokambo tem sido atuante junto as políticas públicas culturais com atividades socioeducativas, de salvaguarda da memória e difusão do conhecimento afrodescendente. “O Mokambo venceu o Edital Museus/IPAC (nº15/2013), para elaborar Plano Museológico do Memorial Kissimbiê, com recursos de R$ 89 mil do Fundo de Cultura”, explica João Carlos. O projeto foi da Associação Pena Dourada, entidade civil que representa o terreiro. “Com as normas do plano museológico conseguimos implantar visitas guiadas, pesquisas, oficinas, dinamizar a biblioteca e o núcleo educativo” completa Taata Anselmo.

 

REGISTROS, LIVROS e OBRAS – O IPAC foi o primeiro órgão de patrimônio do Brasil a criar outra ação de proteção do bem cultural que é o Registro Especial. “Além da estrutura física, valor histórico, arquitetônico, ambiental e paisagístico, o Registro Especial protege os conhecimentos e as heranças simbólicas dessas matrizes culturais”, ressalta João Carlos. Antes, a única proteção oferecida aos terreiros no Brasil era apenas o tombamento. Já o registro abriga também bens imateriais, que inclui festas e manifestações populares, modos de ser e fazer a cultura.

 

Através do IPAC, a Bahia foi o primeiro estado a proteger um ofício cultural, o Ofício de Vaqueiros. Carnaval de Maragojipe, festas de Santa Bárbara, Boa Morte e Bembé do Mercado, além da Capoeira, Desfile dos Afoxés e Ofício das Baianas, foram registrados via IPAC. Dentre os terreiros tombados, Pilão de Prata, Ilê Axé Oxumaré, Ilê Axé Ibá Ogum, Ilê Axé Kalé Bokum, Mokambo e Tumba Junçara. Em Lauro de Freitas, São Jorge Filho da Goméia, Ilê Axé Opô Aganju e Ilê Axé Ajagunã. Em Maragojipe, Ilê Axé Alabaxé, e em Cachoeira o Rumpame Ayono Runtógoli. Ainda em Cachoeira e São Félix, o IPAC fez registro de 10 terreiros, com livro e videodocumentário. Parceria com a prefeitura de Cachoeira para obras nesses terreiros, e cooperação com terreiros de Salvador para melhorar memoriais são outras ações do IPAC.

 

“Temos compromisso para mantermos a tradição que herdamos de nossos antepassados de forma responsável e digna”, finaliza o Taata Anselmo. Dados sobre o Mokambo: (71) 3360-6668 e www.terreiromokambo.org.br. Livro sobre os 10 terreiros: http://migre.me/to47q. Tombamentos: (71) 3117-7498 e dipat.ipac@ipac.ba.gov.br. Museus do IPAC: www.ipac.ba.gov.br/museus. Assista: http://bit.ly/2n1mrVZ. Informe-se: www.ipac.ba.gov.br, facebook ‘Ipacba Patrimônio’, instagram ‘@ipac.patrimônio’ e twitter ‘@ipac_ba’.

 

Fotos em ALTA definição: https://www.flickr.com/photos/secultba/albums/72157664243118883

 

Assessoria de Comunicação – IPAC, em 20.04.2017

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