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Terreiro localizado no Recôncavo sofre ameaças por parte de Empresa de Celulose

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IPAC media o conflito e MP pede esclarecimentos.

O Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Ipac), autarquia vinculada à Secretaria de Cultura da Bahia (Secult-BA), está acompanhando o conflito fundiário que envolve o Terreiro Ilê Axé Icimimó Aganjú Didè, localizado no município de Cachoeira, e uma empresa de celulose da região.

Patrimônio imaterial registrado pelo Ipac desde 2015, o terreiro tem sofrido ameaças por parte da empresa. De acordo com lideranças do templo religioso, na última quarta-feira (27), funcionários da companhia iniciaram a demarcação de parte do terreno do terreiro, alegando que o mesmo se trata de propriedade da empresa. Os relatos incluem ainda ameaças ao líder religioso Antônio Santos (Pai Duda) por parte de seguranças armados da empresa de celulose.

“Externamos nossa indignação contra esta grave violação de direitos e prestamos nossa solidariedade ao Terreiro Ilê Axé Icimimó Aganjú Didè, que há 102 anos atua na preservação do patrimônio religioso de origem afro-brasileira”, destaca o diretor-geral do Ipac, João Carlos Oliveira, que se reunirá com membros do templo religioso na próxima semana. Nesta sexta-feira (1º), a coordenadora técnica da Gerência de Patrimônio Imaterial do Instituto, Nívia Santos, visitou o terreiro.

O Ministério Público do Estado da Bahia já emitiu recomendação para que a empresa se abstenha de adentrar no imóvel utilizado pelo terreiro e compareça a 1ª Promotoria de Justiça, no dia 07, para prestar esclarecimentos sobre a situação.

 

Assessoria de Comunicação – IPAC, em 02.03.2019

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