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TERREIRO DE JAUÁ COMEMORA 50 ANOS

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Tombado em 2006 pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac), o Terreiro de Jauá – Manso Kilembekueta Lemba Furaman, fundado em 1967, no Rio de Janeiro, por Laércio Messias Sacramento (Tata Laércio de Lemba), comemora 50 anos de existência.

Em 1990, Laércio foi a Salvador para cumprir uma obrigação religiosa no Terreiro Bate Folha e, encantado, resolveu se mudar para a capital baiana. Efetivou a mudança em 1992 e, no ano seguinte, transferiu o terreiro para Jauá, na Estrada do Coco, em Camaçari.

O terreiro, de candomblé Bantu, da nação Angola-Muxicongo, ocupa a área de 15 mil metros quadrados, constituída por vegetação nativa, árvores sagradas africanas, como o baobá, além de uma lagoa e animais silvestres: patos, gansos e pássaros da região. Percebe-se uma relação bastante equilibrada entre urbanização e preservação de ambientes naturais, condição fundamental para a manutenção do culto, que depende da flora para a realização dos rituais.

Além da sua importância como templo religioso afro-brasileiro, possui relevância pelos serviços prestados de inclusão social e educação, como o ensino da língua quimbundo, direcionado para atividades religiosas, realizado pelo Centro de Estudo e Pesquisa da Tradição da Origem Bantu. Há também diversos projetos ambientais, entre eles o “Família de Artesão”, que ensina os moradores das comunidades locais a produzirem artesanato a partir de cipós adquiridos na região e o “Roupas de Sinhá”, que beneficia pessoas, entre costureiras, bordadeiras dentre outras pessoas, no qual se confeccionam panos da costa e indumentárias para os Minkisis e os filhos-de-santo da casa.

 

Assessoria de Comunicação – IPAC, em 07.12.2017

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Assessora Responsável: Alexsandra de Alcântara Santos

Texto base Maira Moreira (estagiaria de jornalismo)

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