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Secult faz visita técnica do MAM para o Wanderley Pinho pela Baía de Todos-os-Santos

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Seja por terra ou por mar, baianos e turistas poderão, em breve, visitar e conhecer a história de um dos equipamentos culturais mais importantes do Brasil, o  Museu do Recôncavo Wanderley Pinho, localizado no distrito de Caboto, em Candeias. Na manhã desta terça (29), equipes do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Ipac), Secretaria de Cultura (Secult-Ba) e de Comunicação do Estado conferiram o andamento das obras de requalificação do espaço, que já atingiu 90% em serviços como recuperação da edificação, restauração do acervo e do acesso por via marítima. A ação integra o Programa Nacional de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur Bahia), executado pelo Governo do Estado e financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
O diretor do Ipac (autarquia que administra o Wanderley Pinho), João Carlos Oliveira, percorreu todas as instalações com as equipes e explicou que a área que integra o museu e seu entorno soma mais de 20 mil metros quadrados de urbanização. Além do restauro do casarão e da capela, a área abrigará restaurantes e espaço multiuso, com capacidade de convenções com público de 500 pessoas. Entre um detalhe e outro exibido na visita, Oliveira destacou que estará à disposição do público, a área onde funcionava uma moenda de cana de açúcar, no então Engenho Freguesia, até a segunda metade do século XIX. “Esse resgate da memória é de extrema importância para a nossa história e para o nosso patrimônio. É fundamental, inclusive, manter a relação umbilical do museu com as tradições culturais e religiosas da comunidade do seu entorno”.
As intervenções de restauração e recuperação do museu, no valor de R$27 milhões, fazem parte de um conjunto de obras que estão sendo realizadas no entorno da Baía de Todos-os-Santos (BTS), o que resultará na requalificação do turismo náutico e cultural da maior baía do Brasil. “Precisamos olhar mais para o Recôncavo e para a estrada da BTS com muita mobilidade urbana, sobretudo com a criação dos atracadouros. Estar no Museu Wanderley Pinho é pensar cultura, turismo, respirar história e trazer oxigênio para a vida dos baianos”, pontua o diretor do Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM), Pola Ribeiro.
O Museu Wanderley Pinho, tombado como patrimônio nacional pelo IPHAN, conta a história do ciclo do açúcar a partir do século XVII. Erguido no século XVI, à margem da Baía de Todos os Santos, foi transformado em museu em 1971 devido ao seu valor histórico e a sua importância para a região do Recôncavo Baiano. Trata-se de um dos principais símbolos arquitetônico-paisagísticos do Brasil colonial. Com um acervo de mais de 200 peças e achados arqueológicos que remontam ao ciclo do açúcar, o museu ocupa um casarão de quatro andares e 55 cômodos no antigo Engenho Freguesia, e inclui ainda uma capela.
Com projeto expográfico pronto, a museóloga Maria de Fátima dos Santos, da Diretoria de Museus do Ipac, não vê a hora de inaugurar o equipamento cultural. “Receber o público e acompanhar o interesse de todos pela nossa memória é muito emocionante para o fortalecimento desse projeto e para torná-lo acessível”, pontuou Fátima. “É uma emoção diária atuar na restauração do Wanderley. Que num momento breve todos possam desfrutar da harmonia desse lugar que se encontra com a cultura, patrimônio, arte e natureza”, complementa Cristiano Lopes, coordenador de restauro da obra.
Participaram também da visita a chefe de gabinete da Secult-Ba, Cristiane Taquari; o chefe gabinete do Ipac, Ackermann Yeddo; a chefe de gabinete do deputado estadual Rosemberg Pinto, Aldenira Sena; os diretores do Museu de Arte da Bahia e do Palacete das Artes, Ana Liberato e Murilo Ribeiro, além de assessores da Secom, IPAC e da Agência Morya.