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Projeto selecionado pelo Ipac retrata iconografia da morte nas lápides tumulares de Cachoeira

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O salão nobre do Palacete das Artes, no bairro da Graça, em Salvador, abriga até 17 de março o projeto “Ars Moriendi – A representação da Finitude da Vida nas Lápides Tumulares da Ordem Terceira do Carmo de Cachoeira- BA”, com curadoria do museólogo Jomar Lima. A abertura da exposição fotográfica e o lançamento do livro do projeto aconteceram no início da tarde da última terça-feira (29), com uma edição da roda de conversa “Narrativas Patrimoniais”.
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“O nosso objetivo com o Ars Moriendi é que mais pessoas possam conhecer as lápides tumulares do acervo do Carmo, seus aspectos socioculturais, religiosos e artísticos. Para trazer esse patrimônio, que é imovível, aqui para capital, escolhemos fazer uma exposição fotográfica e estamos muito felizes com o resultado”, destacou Jomar Lima, satisfeito com a boa receptividade do público que prestigiou o lançamento.
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O estudante de museologia da Universidade Federal da Bahia (Ufba), Rafael Vinicius Almeida Vilas Boas, gostou bastante da experiência de visitar a exposição. “Usar a temática da morte é um tabu, mas o projeto está retratando de forma bem interessante e curiosa. É preciso dedicar tempo para apreciar cada detalhe. Gostei bastante e indico a todos que queiram conhecer mais sobre o assunto”, salientou o jovem.

Edital Setorial de Patrimônio 
Ars Moriendi foi viabilizado com recursos do Fundo de Cultura do Estado da Bahia, por meio do Edital Setorial de Patrimônio, iniciativa da Secretaria de Cultura (Secult) e do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac).  De acordo com a coordenadora de editais do Ipac, Ana Coelho, o projeto “dá visibilidade e promove a difusão de um patrimônio cultural pouco conhecido, poucas vezes pesquisado, inclusive, pelos próprios baianos”.
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Proponente do projeto, Menderson Bulcão destaca que os editais públicos de cultura são fundamentais para que atividades como estas ocorram com mais frequência. “Nós, do interior, precisamos dos editais para fomentar a cultura local, pois temos muito anseio de que nossas produções tenham visibilidade”, acrescentou.
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No dia 09 de fevereiro, o projeto Ars Moriendi chega também ao Conjunto do Carmo, em Cachoeira. Natural do município do recôncavo baiano, a professora de dança Renaildes Cintra se antecipou e veio conferir a mostra na capital baiana. “A exposição sobre arte cemiterial está maravilhosa, o Palacete das Artes é um lugar lindo. Ver as obras de Cachoeira aqui em Salvador é interessante e possibilita que os visitantes conheçam um pouco da nossa cultura e história”, afirmou a professora.

Assessoria de Comunicação – IPAC, em 31.01.2019

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