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Premiação do 2 de Julho é retomada este ano (2013)

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A tradicional premiação de fachadas decoradas dos imóveis que estão no trajeto do `Cortejo do 2 de Julho´, em Salvador, será retomada este ano (2013), após dois anos seguidos – 2011 e 2012 – sem acontecer.

A iniciativa, que era promovida até então pela Fundação Gregório de Mattos, da Prefeitura Municipal, será realizada neste ano pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), integrando a programação da Secretaria de Cultura do Estado (Secult-BA) para as comemorações pelos 190 anos das lutas de Independência da Bahia 2013.

Os eventos comemorativos pela Independência começam em 25 de junho próximo, quando o governador Jaques Wagner transfere a sede do governo baiano para Cachoeira. “Nessa cidade, o IPAC já finalizou as obras do programa federal Monumenta, restaurando igrejas, casarões, orlas fluviais de Cachoeira e São Félix, além da sede do Centro de Artes Humanidades e Letras da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia”, relata o diretor geral do IPAC, Frederico Mendonça. Juntamente com Lençóis, as cidades de Cachoeira e São Félix receberam cerca de R$ 38 milhões via Monumenta.

Ele explica que o Cortejo 2 de Julho realiza até hoje o mesmo trajeto que as tropas libertadoras brasileiras fizeram ao tomar a capital baiana dos portugueses em 1823. Por motivos sócio-antropológicos, históricos e simbólicos, o IPAC criou um dossiê que possibilitou o cortejo se tornar oficialmente Patrimônio Cultural Imaterial da Bahia desde 2006. “Como o cortejo é um bem intangível sob proteção do Estado, promovemos várias ações, sendo uma delas a premiação”, diz o dirigente estadual.

PRÊMIOS – Dentro do percurso que vai da Lapinha à Praça Municipal, fachadas decoradas com a temática do 2 de Julho  serão avaliadas por uma comissão julgadora composta por personalidades de reconhecida referência cultural.

Não há necessidade de inscrição para quiser participar. Basta decorar a fachada do seu imóvel, seja comercial ou residencial. As casas devem estar obrigatoriamente nas ruas por onde passará o cortejo. Haverá prêmio em dinheiro para o 1º, 2º e 3º lugares e menção honrosa para outras duas fachadas que se destacarem. Os critérios para escolha serão atendimento à temática cívica, preservação do patrimônio edificado, criatividade, originalidade e preocupação com o meio ambiente. O regulamento da Premiação pode ser acessado (http://www.ipac.ba.gov.br/downloads) na primeira página do sitewww.ipac.ba.gov.br, na seção Download e depois na ‘Geral’, achando o título ‘Premiação de Fachadas Decoradas – 2013’ (também ANEXO).

O IPACoral, formado por servidores da instituição, também estará no 2 de julho, se apresentando na sacada da casa 10 (Largo do Pelourinho). A partir das 9h30, serão executados o Hino ao 2 de Julho (José Barreto/Ladislau Titara), Lapinha (Baden Powell/Paulo César Pinheiro) e Reggae 2 de Julho (Chico Evangelista/Jorge Alfredo).

O IPAC participa ainda da Feira de Livros `Ao pé do Caboclo´, da Fundação Pedro Calmon, nos dias 03, 04 e 05, das 14h às 18h, no Campo Grande. Lá, será montado balcão para venda das publicações do instituto sobre bens culturais baianos – materiais e imateriais – e museus do órgão. No dia 05, acontece a “Volta da Cabocla”, fazendo o percurso inverso – do Campo Grande à Lapinha – com distribuição de material promocional e educativo.

OI KABUM! – Outra novidade deste ano é a parceria entre o IPAC e Escola de Arte e Tecnologia Oi Kabum!. Será feita premiação de fotografias de pessoas interessadas em registrar o cortejo deste ano, a serem disponibilizadas no site http://www.cipo.org.br/2dejulho/.

Ao longo do mês de julho, será montada uma exposição de fotos dos alunos da Oi Kabum! na sua sede, localizada no Terreiro de Jesus (Centro Histórico de Salvador). “A exposição tem o intuito de mostrar de forma interativa, educativa e divertida, para alunos, educadores, turistas e demais públicos, a importância dessa data para a Independência da Bahia e do Brasil”, explica a coordenadora geral da Oi Kabum!, Isabel Gouvêa.

A mostra fotográfica integra o ‘Projeto 2 de Julho: Resistência e Identidade Popular’, desenvolvido pela CIPÓ – Comunicação Interativa em parceria com o Oi Futuro, através do Núcleo de Produção da Oi Kabum!.

Mais informações sobre o IPAC no 2 de Julho na sua Gerência de Patrimônio Imaterial (GEIMA) via telefones (71) 3116-6741 e 3116-6828 ou do endereço eletrônico geima.ipac@ipac.ba.gov.br. Fique informado via site www.ipac.ba.gov.br, Facebook Ipacba Patrimônio e Twitter @ipac_ba.

Box opcional A Oi Kabum!: Oi Kabum! Escola de Arte e Tecnologia oferece a jovens de comunidades populares urbanas, estudantes ou egressos da rede pública, formação em cursos de design gráfico, computação gráfica, vídeo, fotografia e web design. Com unidades em Belo Horizonte, Recife, Rio de Janeiro e Salvador, o programa dura 18 meses e tem como proposta fazer com que os jovens se apropriem das tecnologias da comunicação e da informação em processos criativos, podendo assim atuar nos campos de trabalho artístico e cultural. Anualmente, a Oi Kabum! forma cerca de 350 jovens em suas quatro unidades. Em 2010, o programa obteve o prêmio `A Rede´, na categoria Capacitação, da Modalidade Setor Privado. Já em 2012, o programa recebeu o prêmio `Construindo a Nação´, promovido pelo Instituto da Cidadania Brasil junto com a CNI-SESI, na categoria políticas públicas. Em Salvador, a Oi Kabum! funciona em parceria com a Cipó Comunicação Interativa, no Largo Terreiro de Jesus, no Centro Histórico da cidade.”

 

Box opcional B – 2 de Julho: O Cortejo do 2 de Julho reproduz o mesmo trajeto que a tropa libertadora brasileira fez ao entrar na Cidade do Salvador, em 1823, conquistando-a da tropa portuguesa. O cortejo se tornou uma manifestação popular ao longo dos anos e, finalmente, em 2006, foi oficialmente reconhecido pelo Estado, através do IPAC, como um Patrimônio Cultural Imaterial da Bahia. Segundo o historiador baiano Luís Henrique Dias Tavares, autor do livro “Independência do Brasil na Bahia”, o 2 de Julho é uma construção de muitos e muitos anos no imaginário popular, com a presença de heróis. A Bahia saiu muito pobre da guerra, pois durante longo período ficou sem possibilidades de continuar o seu comércio, enquanto gastava recursos para formar tropas e apoiar o exército que chegaria, finalmente, do Rio de Janeiro. “Em 2 de julho de 1823 a única coisa que a Bahia tem é justamente o 2 de julho de 1823. Naquele quadro, que na época não se pode chamar de nacional brasileiro, pois o Brasil verdadeiramente não existe ainda, o Brasil é uma demorada e castigada construção dos brasileiros, a Bahia está sem nada. E é daí que os baianos orgulhosamente construíram o 2 de julho de 1823 como uma data da independência, que era da Bahia, mas que era também, e muito, do Brasil”, afirma o historiador.

 

 

Fotos em Alta Resolução:

http://www.flickr.com/photos/secultba/sets/72157634092965386/

Crédito Fotográfico obrigatório: Lei nº 9610/98

Assessoria de Comunicação – IPAC – em 17.06.2013

Jornalista responsável Geraldo Moniz (DRT-BA 1498)

(71) 8731-2641, 9922-1743

Texto-base: Djalma Júnior

Edição: Silvana Malta (DRT-BA 1907)

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