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Museus Dimus/Ipac no Novembro Negro

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Os museus da Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (DIMUS/IPAC), uma unidade vinculada à Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA), participam do Novembro Negro. São eles: Centro Cultural Solar Ferrão, Museu Udo Knoff de Azulejaria e Cerâmica, Museu Tempostal (estes localizados no Pelourinho) e o Parque Histórico Castro Alves (Cabaceiras do Paraguaçu, Recôncavo baiano). Confira:

20 Anos do Museu Tempostal

Em parceria com o Grupo Contadeiras, o Museu Tempostal prepara uma contação de história especial em comemoração ao Novembro Negro e também ao mês de aniversário do museu (completou 20 anos em 05/11). A atividade – aberta ao público – acontece em 21/11, às 15h. Além disso, o Novembro Negro será lembrado com Capoeira, Samba de Roda, entre outras atividades em parceria com o Colégio Estadual Azevedo Fernandes.

De acordo com a coordenadora do museu, Luzia Ventura, a contação especial será uma retrospectiva histórica contada pelo personagem ‘Marcelino’ – referência ao sergipano Antônio Marcelino que reuniu uma coleção de 30 mil postais, estampas e fotografias que deram início ao Museu Tempostal. Hoje o museu reúne cerca de 40 mil imagens datadas do final do século XIX e meados do século XX, representam imagens de valor histórico, artístico e documental, não só da Bahia e do Brasil, mas também de diversos países do mundo, sobre as mais variadas temáticas.

“O personagem ‘Marcelino’, em seu relato, vai trazer recordações que vão contar a sua história e a do surgimento do museu. Após a apresentação, abriremos um bate-papo de onde possam surgir vivências e outros comentários, sobre o museu e o personagem que foi tão querido por muitos. Teremos convidados de colégios locais, além de pessoas que conheceram Marcelino”, explica Luzia.

O Museu – O acervo do Museu Tempostal é composto por postais, estampas e fotografias, em sua maioria, procedentes da coleção de Antônio Marcelino do Nascimento. As peças, datadas do final do século XIX e meados do século XX, representam imagens de valor histórico, artístico e documental, não só da Bahia e do Brasil, mas também de diversos países do mundo, sobre as mais variadas temáticas. O Museu Tempostal integra os espaços administrados pela Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (DIMUS/IPAC), da Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA).

Visitação: terça a sábado, das 13h às 17h
Entrada: grátis
Contato: Rua Gregório de Mattos, 33, Pelourinho, Salvador (BA) – (71) 3117-6383

Museu Udo Knoff de Azulejaria e Cerâmica

No Museu Udo Knoff de Azulejaria e Cerâmica acontece o projeto ‘Somos parte de você’, em parceria com a educadora social Carla Pita. Contempla bate-papo com a professora a partir de jogos educativos. Os encontros acontecem dias 16 e 23/11 (a partir das 9 e das 14h) e dias 29 e 30/11 (a partir das 14h), com temas específicos, no museu, com grupos de jovens de 15 a 20 anos de escolas parceiras, mas também é aberto ao público em geral.

Em 16/11, acontece o jogo Coroação e a roda de conversa “Somos parte de você: mulheres negras e o seu lugar na sociedade”. “O encontro dará conhecimento às figuras femininas negras e seu papel na sociedade. A partir do jogo educativo desenvolvido pela educadora chamado ‘Coroação’, com o foco em jovens e adolescentes, o objetivo é dar visibilidade à história e papel de mulheres negras e despertar o olhar diferenciado sobre esse grupo, dispensando estereótipos ou preconceitos, trazendo à tona, no espaço de memória (que é o museu) outras histórias e memórias de grupos étnicos da sociedade, valorizando-as e comunicando-as. Para o museu, é a oportunidade de debater assuntos que interferem diretamente na construção de identidades individuais e coletivas. Esta atividade será a primeira entre outras que fazem parte do projeto ‘Somos parte de você’ que realizará vários encontros durante o mês de novembro”, informa a coordenadora do museu, Renata Alencar. “É uma ação inspirada no brincar, com a finalidade de contar e recontar a História e Cultura Afro-Brasileira e Africana para jovens e adolescentes”, diz a educadora Carla.

Em 23/11, com o tema “Somos parte de você: a África não é um país e ela faz parte de nós!” terá um quebra cabeça sobre países africanos, a roda de conversa e uma oficina de pintura em azulejo. “O objetivo é estimular a agilidade, capacidade de concentração, percepção visual, noção espacial e ampliação do conhecimento, em relação aos países africanos”, explica Carla. “Na sequência, faremos a pintura de azulejos, com os nomes, cores e insígnias dos países africanos”, acrescenta Alencar.

Nos dias 29 e 30/11, a temática “Somos parte de você: na rota da consciência negra” traz um jogo de alta complexidade, com leitura e formação de palavras, que trabalha a coordenação motora, o raciocínio e a concentração, colocando em foco, nomes de lideranças dos direitos civis nos Estados Unidos.

Com o Colégio Estadual Severino Vieira está acontecendo (07/11, 13/11 e 20/11), das 13h30 às 15h30, a ‘PoeMusik LiterÁfrica – Oficinas de Poesia Musicada e Performance’ mediadas por Fabiana Pancho sobre a cultura e literatura africana. O resultado – a poesia dos estudantes que será musicada pelos técnicos do Udo e LabDimus – será apresentado dia 24/11, das 9 às 11h, no colégio (Praça Conselheiro Almeida Couto, 253 – Nazaré).

Em 14 e 16/11, das 16 às 17h, acontece a aula inaugural do projeto “Ao Som de Todos” na Escola João Lino (Pelourinho). Trata-se de um mini-curso de iniciação musical como um dos projetos de ação socioeducativa com foco em crianças, adolescentes e pessoas a terceira idade de maneira lúdica. Reunirá introdução teórica, rítmica e cultural da música, trazendo ritmos baianos e africanos, europeus no método de aprendizado; utilização do movimento corporal; construção de instrumentos musicais percussivos Em parceria com Graduanda em Licenciatura em Música pela UFBA Ellen Paula Oliveira Santos e o músico e técnico do Museu Udo Knoff Gabriel Dantas.

Continua em cartaz (até 9/12) a exposição ‘Os Meninos do Pelô não apenas sabem tocar tambor: também apreciam música, literatura e obras de arte’. Durante este mês serão programadas visitas com o público de pais e estudantes e apresentação de Capoeira e Maculelê com o professor Adriano Ratinho. A exposição reúne obras criadas pelos alunos do Colégio Estadual Azevedo Fernandes. A mostra – projeto desenvolvido pelo ‘Mais Educação’, coordenado pelas professoras Adriana Santana e Carla Monteiro em parceria com o museu e o LabDimus (Laboratório de Educação Digital: Museu, Arte e Cultura) – reúne 20 peças de pintura em azulejo, 12 pinturas em tela e garrafas decoradas.

O Museu – O Museu Udo Knoff de Azulejaria e Cerâmica dispõe de dois ambientes ocupados por materiais referentes à arte da cerâmica e do azulejo. A área inferior expõe as peças criadas pelo ceramista Udo Knoff, além de proporcionar uma visão cronológica da existência do azulejo disposta do século XV ao XX, incluindo sua chegada ao Brasil, no século XVII. Já a sua área superior, exibe fotografias de prédios revestidos com azulejos confeccionados pela oficina de Udo Knoff, fruto de projetos de artistas renomados do estado da Bahia. Completam a exposição, objetos confeccionados nas oficinas desenvolvidas pelos museólogos da casa, que realizam atividades educacionais com o objetivo de se manter o desejo de Udo Knoff. O museu integra os espaços administrados pela Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Dimus/IPAC), da Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA).

Visitação: terça a sábado das 13 às 17 horas
Entrada: grátis
Contatos: Rua Frei Vicente, 03, Pelourinho – Salvador (BA) – (71) 3117-6389

Solar Ferrão – instrumentos africanos e afro-brasileiros

A Coleção de Instrumentos Musicais Tradicionais Emília Biancardi – em exposição no Centro Cultural Solar Ferrão – apresenta um acervo com mais de mil peças coletadas e recriadas nos cinco continentes, com destaque especial para os instrumentos musicais indígenas brasileiros, além dos africanos e afro-brasileiros. Emília Biancardi é etnomusicóloga e empreendeu importantes pesquisas em busca de entender a experiência humana na criação de sons, coletando, criando e recriando instrumentos musicais.

Destaques da sala dos instrumentos africanos e afro-brasileiros: o berimbau é o instrumento mais característico da Bahia. Esse instrumento monocórdio de arco e corda tem antepassados milenares em vários países. É composto por um arco de madeira vergado com uma cabaça cortada na parte inferior e uma única corda de arame tensionada, que é percutida por uma vareta de madeira acompanhada de um caxixi (pequeno chocalho de palha ou vime trançado com alça para segurar). Um dobrão (moeda, pedra roliça ou ruela de metal), segurado na altura da cabaça, ao tocar a corda interfere na vibração, dando ao som, timbres diferentes. Para a maioria dos estudiosos, o berimbau atual é de origem africana banto. Há registros de seu uso no Brasil, pelos afrodescendentes, nas ruas (vendedores ambulantes e pedintes) e nas festas populares sendo, depois, incorporado à roda de capoeira.

No início da colonização do Brasil, introduzido pelos portugueses, existia outro tipo de berimbau, tocado de boca, que caiu em desuso: trompa de Paris, harpa de boca ou guimbarda. Atualmente existem na Bahia três variedades de berimbaus: Gunga ou berimbau de barriga (possui uma cabaça grande e produz um som grave), Médio (que possui uma cabaça de tamanho médio) e Berimbau Viola (de som agudo, cabaça de tamanho pequeno).

O espaço – Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), o casarão construído entre o fim do século XVII e início do XVIII possui seis andares e abriga a Galeria Solar Ferrão, o Museu Abelardo Rodrigues e quatro coleções: Coleção de Arte Popular, Coleção de Arte Africana, Coleção de Walter Smetak e Coleção de Instrumentos Musicais Tradicionais Emília Biancardi. O Solar Ferrão integra os espaços administrados pela Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Dimus/IPAC), da Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA).

Visitação: terça a sábado, das 13 às 17h
Entrada: grátis
Contatos: Rua Gregório de Mattos, 45 – Pelourinho, Salvador (BA) – (71) 3116-6743

Parque Histórico Castro Alves

“O Parque Histórico Castro Alves vem saudar o Novembro Negro, utilizando como chave a cultura e a educação para quebrar o discurso discriminatório social que ainda hoje aprisiona parte da população negra. A cultura e educação visa fomentar a consciência da necessidade da luta diária contra o racismo e ensinar a tomar posse da sua cultura ancestral com respeito e admiração para tornassem protagonistas da sua própria historia”, explica Diogenisa Oliva, coordenadora do PHCA.

Durante todo mês de novembro, as visitas monitoradas serão voltadas para importância dos negros na vida e na obra de Castro Alves. A biblioteca do Parque Histórico Castro Alves, com o Projeto Sopa de Letras que visa estimular a leitura infantil por meio da contação de histórias, vai trabalhar a história ‘Menina Bonita do Laço de fita de Rute Rocha’, visando a valorização da beleza negra.

No dia 21/11, às 19h, terá apresentação do Boinho do Painho, um projeto com as crianças e adolescentes da comunidade de Cabaceiras do Paraguaçu que visa o resgate da cultura. No Novembro Negro apresentará a história do ‘Negrinho do Pastoreio’ através de Samba de Roda.

Também no dia 21/11, mas às 19h, acontece o Sarau do Novembro Negro – Muito Samba e Poesia na noite do PHCA, com Priscila Sales e convidados. Nessa noite será comemorada a riqueza da musicalidade das raízes africanas. Além disso, durante o sarau acontece uma oficina de turbantes Africanos, visando à valorização da ancestralidade e da cultura negra.

O Museu – Por conta do primeiro centenário da morte de Castro Alves, em março de 1971 foi inaugurado, no lugar onde ele nasceu, o museu biográfico Parque Histórico Castro Alves (PHCA), numa área de 52 mil metros quadrados. O acervo convida os visitantes a mergulharem no universo do porta-voz literário da Abolição da Escravatura no Brasil, através de seus poemas, informações e objetos pessoais dele e familiares. Além do museu, o parque contém um anexo com sala multimídia, auditório, biblioteca, infocentro, reserva técnica, refeitório e administrativo. Na área de Mata Nativa, os visitantes podem fazer uma trilha e visitarem o Pouso de Adelaide, o Anfiteatro, a Cruz da Estrada, a Fonte e o Marco da Fazenda.

O público pode ainda usufruir dos projetos socioeducativos: Conhecendo as Nascentes; Sarau no Parque: Música, Poesia e Arte nos Finais de Tarde; Brincando no Parque como no Tempo de Nossos Avôs; Oficina de Teatro; Baú de Memórias e Sopa de Letras. Anualmente, o parque também promove o Festival de Declamação de Poemas de Antônio Frederico de Castro Alves. O Parque Histórico Castro Alves (PHCA), integra os espaços administrados pela Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Dimus/IPAC), da Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA).

Visitação: terça a domingo, de 9 às 13h
Entrada: grátis
Contatos: Praça Castro Alves, 106, Centro – Cabaceiras do Paraguaçu (BA) – (75) 3681-1102

Núcleo de Comunicação – Ascom Dimus
Jornalista responsável: Yara Vasku (DRT-PR 2904)
(71) 3117-6445/ 99119-7746
Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia
Centro Cultural Solar Ferrão – 1º andar
Rua Gregório de Mattos, 45 – Pelourinho, Salvador (BA)
dimusbahia.wordpress.com
facebook.com/museusdabahia