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Mostra que homenageia Dona Dalva, de Cachoeira, fica aberta até 21 de outubro

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Até 21 de outubro estará aberta no Centro de Artes (CAHL) da Universidade Federal do Recôncavo (UFRB), em Cachoeira, a mostra fotográfica e de mídias ‘Dona Dalva e sete memórias: 90 anos de vida e resistência’. A mostra integra as comemorações pelos 90 anos de D. Dalva Damiana, conhecida e respeitada sambadeira e promotora do samba de roda do Recôncavo da Bahia. A mostra foi aberta hoje (26) pela manhã. D. Dalva Damiana é fundadora do Samba de Roda Suerdieck (Cachoeira) e uma das responsáveis pelo reconhecimento do Samba de Roda como Patrimônio Imaterial do Brasil, via IPHAN.

 

Amanhã (27), que é o aniversário de D. Dalva, acontece no mesmo local, o seminário ‘90 anos: vida e obra de D. Dalva’. O evento conta com pesquisadores da UFRB e outras instituições com pesquisas acadêmicas sobre a aniversariante. “Para nós, da área do Patrimônio Cultural, é uma honra participarmos dessa comemoração; a cultura é feita e perpetuada por pessoas como D. Dalva que dedicou a vida a manifestações que trazem a riqueza identitária da Bahia e do Brasil”, destaca o diretor geral do IPAC, João Carlos de Oliveira. Encerrando as festividades amanhã (27), ocorrerá missa em ação de graças na Igreja Matriz do Rosário de Cachoeira. Às 19h30, samba de roda e o tradicional caruru na Casa de Samba de D. Dalva.

 

Todos os eventos contam com a parceria do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), Fundação Pedro Calmon, Identidade Brasil, NUDOC, Centro de Memória da Bahia, Pró-reitoria de Extensão/UFRB, Quanta Comunicação e Leite & Alves. A entrada é sempre gratuita. Depois de anos de atuação, a mulher, mãe, avó, ex-trabalhadora da indústria do fumo, sambadeira, compositora e cantora teve seu reconhecimento, ao ganhar o primeiro título de doutora honoris causa concedido pela UFRB.

 

PATRIMÔNIOS MATERIAIS e IMATERIAIS – O IPAC tem longa e importante história de atuação em Cachoeira e Recôncavo baiano, com extensas obras de restauração e proteção aos bens culturais imateriais. O IPAC coordenou o Programa Monumenta em Lençóis, São Félix e Cachoeira, totalizando o restauro de mais de 80 imóveis, monumentos e igrejas, além da recuperação completa das Orlas Fluviais de Cachoeira e São Félix.

 

Foi o IPAC que entregou o restauro do Quarteirão Leite Alves que abriga o Centro de Artes da UFRB. Mais de 10 terreiros de candomblé de Cachoeira e São Félix estão protegidos pelo Estado graças aos trabalhos do IPAC. O Instituto lançou ainda um livro e um videodocumentário sobre 10 terreiros. “Esses terreiros receberam proteção então inédita no Brasil com o ‘Registro Especial’ que contempla as condições simbólico-antropológicas dos terreiros e um ‘plano de salvaguarda’ com metas, objetivos, regras e ações de proteção a curto, médio e longo prazos”, relata o diretor do IPAC, João Carlos. Os volumes já lançados pelo IPAC podem ser encontrados diretamente no link http://migre.me/pt99z.

 

Assista aos vídeos IPAC/SECOM: educação patrimonial (https://goo.gl/rJggpk), Balé (https://goo.gl/jZQjJN), Projeto Axé (https://goo.gl/34bd1a), Dinamização (https://goo.gl/S4EyRn), Museus (https://goo.gl/uQS9NG e https://goo.gl/vphG2s), Bembé (https://goo.gl/63H8Ve), Festa da Boa Morte (https://goo.gl/BawMJJ) e Capoeira (https://goo.gl/wFJdGN). Acesse:www.ipac.ba.gov.br, facebook Ipacba Patrimônio e twitter @ipac_ba.

 

Assessoria de Comunicação – IPAC, em 26.09.2017

Jornalista responsável Geraldo Moniz de Aragão (DRT-BA nº 1498)

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