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Jogo de tabuleiro leva educação patrimonial para escolas de Salvador e RMS

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Docentes participaram de um treinamento no Museu Carlos Costa Pinto, na Vitória

O jogo de tabuleiro “Patrimônio Cultural”, apoiado via Edital Setorial de Patrimônio Cultural, Arquitetura e Urbanismo, nº29/2012, do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac) vai orientar de forma lúdica estudantes das redes estadual, municipal e particular de ensino sobre educação de bens materiais e imaterias de Salvador e Região Metropolitana.
 
Como forma de lançamento, os organizadores do projeto promoveram dois dias de treinamento e oficinas, nos dias 29 e 30 de outubro, no Museu Carlos Costa Pinto, onde os docentes puderam aprender mais sobre patrimônio e conhecer como o jogo funciona.
 
“Um dos objetivos do jogo ‘Patrimônio Cultural’ é de reconhecer e conhecer esses patrimônios, sejam eles uma arquitetura civil, monumentos ou bens relacionados a comunidades tradicionais, como terreiros de candomblé, registrados pelo Ipac ou tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Iniciamos com os docentes para que eles possam em breve aplicar o jogo no cotidiano de plano de aula deles”, explica, Ana Coelho, coordenadora de Editais do Ipac. 
 
O idealizador do projeto, Lindomar Luís, conta que a ideia partiu da necessidade de levar para dentro das escolas outros tipos de materiais pedagógicos de forma lúdica e possibilitar a aprendizagem por meio da diversão.
 
“Os alunos reclamam bastante das metodologias de ensino tradicional. Eles sempre acabam se envolvendo mais quando tem um material diferente como um jogo, um filme ou algo que eles possam interagir mais, diferente do que estão acostumados a trabalhar”, completa Lindomar. A iniciativa deve alcançar cerca de 20 escolas, sendo dez na capital e outras dez na Região Metropolitana de Salvador (RMS). 
 
“Temos uma cidade tão rica e a Bahia também é tão rica em histórias de patrimônios e a gente precisa disseminar mais isso, trazer para a educação básica. Espero que trabalhando na base, esses estudantes possam ser futuros preservadores e frequentadores de museus. Também esperamos que eles, ao andar pela cidade, possam identificar e reconhecer esses patrimônios e pensar: joguei um jogo falando sobre isso na escola”, enfatiza Mariclei Horta, bibliotecária e uma das integrantes da equipe.
 
Como jogar?
 
Quatro pessoas podem jogar o “Patrimônio Cultural”, que é constituído por baralho de 100 cartas. Dentro dele há cartas específicas que podem ser usadas a fim de realizar objetivos que cada jogador recebe no início.  

Para a professora de artes, Elinete Brandão, a dinâmica lembra um outro jogo – Banco Imobiliário – haja vista que cada jogador ganha ou perde pontos de acordo com cada ação para avançar na disputa. Vence o que conseguir completar todos os objetivos recebidos, logo, ele acumula mais pontos. 


A museóloga Rita Sacramento, também integrante da equipe projetista do jogo, explica que o “Patrimônio Cultural” foi pensado para que cada um que estiver jogando pudesse conhecer intuitivamente a dinâmica do jogo. 

“Todas as cartas são de patrimônios tombados ou registrados pelo IPAC ou pelo Iphan. Então, a partir do momento que ele pega uma carta e visualiza, ele já toma conhecimento que ali é um patrimônio. Isso acontece de forma intuitiva. Não é uma aula que está sendo dada”, explica museóloga e também integrante da equipe, Rita Sacramento.
 
Assessoria de Comunicação – IPAC, em 01.11.2018
Assessora Responsável: Alexsandra de Alcântara Santos
Texto: Nicolas Melo (Estagiário)
Revisão de texto: Carla Costa (Jornalista DRT:03850)
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