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IPAC realiza seminário sobre a preservação do Patrimônio cultural baiano afrodescendente.

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O primeiro seminário: “Terreiros de Candomblé e Umbanda”, organizado pela Diretoria de Patrimônio do IPAC (DIPAT/IPAC), através das Gerências de Patrimônio Material e Imaterial (GEMAT/GEIMA), foi realizado dia 5, no Centro Cultural Solar Ferrão/Dimus, no Pelourinho, das 9h às 17h, tendo como público alvo os servidores da própria instituição.

As palestras tiveram como objetivo estabelecer um diálogo entre os religiosos e o quadro técnico do IPAC, ampliar o conhecimento referente ao assunto, combater a intolerância religiosa e o racismo institucional. Na ocasião, os assuntos abordados foram: noções básicas sobre as Nações Angola, Ketu, Jeje (do candomblé) e Umbanda. Ao final, também foi apresentado um projeto arquitetônico referente a um terreiro de candomblé, demonstrando a vinculação das técnicas arquitetônicas às práticas religiosas acima relacionadas.

Os palestrantes foram: Isabel Bruno Palmeira (representante da Nação Angola, graduanda no curso de Ciências Sociais da UFBA, militante do movimento em defesa e salvaguarda dos terreiros e coordenadora de pós-produção de cinema e vídeos voltados para movimentos sociais e lutas identitárias); Claudenilson Dias (representante da Nação Ketu, graduando no curso de Ciências Sociais da UFBA, integrante do Grupo de Pesquisa em Cultura e Sexualidade da UFBA e estagiário da Gerência de Patrimônio Material do IPAC); Suzane Barbosa (representante da Nação Ketu, graduada em Relações Internacionais pela Faculdade Estácio de Sá, militante do movimento em defesa e salvaguarda dos terreiros de candomblé e integrante da Comissão dos Terreiros Tombados); Nívea Alves dos Santos (representante da Nação Jeje, mestre em estudos Étnicos e Africanos pela UFBA e Gerente de Patrimônio Imaterial do IPAC); José Raimundo Troccoli (representante do Centro Umbandista Paz e Justiça) e Vilma Patrícia Santana Silva (graduada em Arquitetura e Urbanismo pela UFBA).

“A demanda relativa aos terreiros está aumentando a cada dia que passa e é necessário que os funcionários do IPAC compreendam de forma mais ampliada esse assunto tão complexo”, explicou Nívea Alves.

O umbandista Pai Raimundo de Xangô, também ressaltou a importância da discussão sobre o tema: “É importante participar desses eventos, para retirar qualquer tipo de confusão (quase sempre existente) relativa ao que é folclórico, profano e sagrado. O seminário amplia o conhecimento sobre a Umbanda”.

O IPAC entende que o domínio maior sobre o tema relativo ao patrimônio cultural baiano afrodescendente é importante para todos os técnicos pertencentes à instituição e não apenas àqueles envolvidos diretamente com a patrimonialização desses bens. Todos, de alguma maneira, precisarão responder às demandas desse segmento, seja aprovando projetos de intervenção no bem tombado, lidando com proponentes participantes de editais, realizando educação patrimonial nesses locais, fotografando os terreiros, entre outras atividades.

 

Alexsandra de Alcântara – Assessora de Comunicação – IPAC

Texto: Mari Sonciarê (estagiária)

Edição e revisão: Jornalista Ana Paula Nobre (SRTE-BA 3638)

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