IPAC - Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia

    banner-terreiros

Notícias

IPAC promove roda de conversa sobre mulheres negras

  • Publicação:

A professora doutoranda da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Dayse Sacramento, apresenta neste sábado (15) no Goethe-Institut, no Corredor da Vitória, em Salvador, um debate sobre o trabalho de sua pesquisa: ‘Diálogos Insubmissos de Mulheres Negras’.  O seu trabalho também foi discutido no último dia 6, no Pelourinho à convite do Centro de Documentação e Memória (Cedom) do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC), como roda de conversa sobre o tema.

O ‘Diálogos Insubmissos de Mulheres Negras’ nasceu a partir de pesquisas feitas no IFBA no projeto ‘Violências Contra as Mulheres Negras e suas Insubmissões’, em que Dayse leciona. A partir dos estudos literários, tendo como base a autora Conceição Evaristo, com sua obra ‘Insubmissas Lágrimas de Mulheres’, a pesquisa floresceu e serviu de base para mostrar e analisar as práticas de violência que estão na sociedade.

“A importância do evento para o centro é promover o conhecimento do patrimônio, e em especial para essa palestra, o patrimônio literário”, destaca o coordenador do Cedom, Ackermann Yeddo. Além dessa palestra, outros eventos acontecerão a partir do segundo semestre em comemoração aos 50 anos do IPAC com um tema geral: ‘Educação Patrimonial numa sociedade Pluricultural’, tendo como objetivo valorizar a preservação do patrimônio. Essas ações vão compor a programação da Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô), em agosto.

 LITERATURA NEGRA - “O tratamento para mulheres, principalmente negras, é desigual. Somos inferiorizadas na sociedade. Em relação à mulher, somos excluídas. Por sermos negras. E na literatura também. O que é considerado clássico, é o que vem da Europa. E a literatura negra é engolida por esse padrão hegemônico”, destaca. Com uma fala forte, a pesquisadora retrata o quão a mulher negra é inferior na sociedade e na literatura, na qual é predominada a leitura de homens brancos, europeus, considerados clássicos indispensáveis para o aprendizado.

“O objetivo do evento é propor, através dos discursos, fortalecer a ideia de uma crítica literária feminina negra”, salienta. Em Salvador a literatura negra vem crescendo com artistas da periferia que, em coletivos, espalham a resistência mostrando o cotidiano das mulheres negras. Além dos coletivos, existe editoras voltadas a literatura negra e marginal. “Estar em minoria é estar em resistência”, afirma Dayse.

CONSERVAÇÃO - O Centro de Documentação e Memória do IPAC, situado no Pelourinho, é responsável pela conservação, processamento técnico e divulgação de todo o conjunto documental, como mapas, fotos, plantas arquitetônicas e publicações desde a sua criação em 1967.

Integrado ao centro está a Biblioteca Manuel Querino, especializada em história e antropologia; o arquivo técnico que dispõe de plantas e projetos produzidos pelo IPAC e a unidade fotográfica, abrigando imagens produzidas pelos técnicos do instituto ou agregadas ao acervo. A visitação é aberta ao público sempre de segunda-feira a sexta-feira, das 9h às 18h. Assista ao vídeo Museus do IPAC: http://goo.gl/Hjxtkc. Conheça mais ações do IPAC: www.ipac.ba.gov.br, facebook Ipacba Patrimônio, twitter @ipac_ba e instagram @ipac.ba.

 

 

 

Fotos em BAIXA resolução em ANEXO.

Crédito Fotográfico obrigatório – Lei nº 9610/98: Felipe Iruatã/IPAC

 

Assessoria de Comunicação – IPAC, em 10.07.2017

Jornalista responsável Geraldo Moniz (DRT-BA nº 1498)

(71) 99110-5099, 99922-1743, 3117-6490, 3116-6673

Coordenação de Jornalismo e Edição: Marco Cerqueira (DRT-BA nº1851)

Texto base Felipe Iruatã/Estagiário Jornalismo

ascom.ipac@ipac.ba.gov.br

Facebook: Ipacba Patrimônio – Twitter: @ipac_ba Instagram: @ipac.ba