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IPAC promove Educação Patrimonial na Ilha de Itaparica

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O município de Itaparica recebeu, ontem (21), a equipe técnica de restauros do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), para uma palestra, aberta à comunidade, com a finalidade de apresentar o processo e a importância da preservação e restauro do Caboclo, ícone da emancipação política e das lutas da população pela liberdade. O evento aconteceu na Casa de Cultura e Ética, localizado no Centro Histórico da cidade, de propriedade do arquiteto Pasqualino Romano Magnavita, que cedeu o espaço do atelier ao IPAC para promover a ação. Como palestrantes, Kathia Berbert, coordenadora do setor de Restauro de Elementos Artísticos (Cores) do IPAC, Cláudio Brito e Antônio Visco Bruno, restauradores do Instituto.

Em um acordo de cooperação técnica entre o IPAC, órgão vinculado a Secult-Ba, e a Prefeitura de Itaparica, a equipe de restauro, em tempo hábil, precisa entregar o Caboclo no dia 6 de Janeiro, data em que começam as manifestações de celebração pela contribuição de independência do Brasil. Para o professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Pasqualino Romano, a abertura de um curso para a comunidade, “é um processo cada vez mais consciente, não só do ponto de vista técnico, mas também social. A educação patrimonial é um dever que temos que levar a sério; sinto ter pouca disponibilidade, poderíamos fazer mais pela cultural”, afirma o professor.

A palestra teve quatro horas de duração e contou com a participação de restauradores, arquitetos, historiadores, professores, e populares. Marcus Cezar, assessor executivo da prefeitura de Itaparica, celebra a parceria com o IPAC: “é uma parceria que valoriza a cultura e se resgata a nossa história para próximas gerações. Esse curso é maravilhoso e precisamos divulgar, pois muitos não conhecem a própria história”, declara. Para Antônio Visco, restaurador, “a comunidade precisa participar do processo, isso é de suma importância, no âmbito de educação patrimonial, seja através de palestras, oficinas, workshops ou cursos.  Estamos tratando da cultura e identidade do povo, o conhecimento traz o reconhecimento de pertencimento, gerando identidade”, afirma.

Desde do início de dezembro, a equipe técnica de restauros do IPAC trabalha para entregar o bem cultural a tempo. De acordo com Kathia Berbert, coordenadora da CORES, “o intuito e de preservar as feições originais da peça, retirando distorções e alterações feitas no decorrer do tempo. Kátia ainda reforça que a educação patrimonial é de grande valia para valorização da cultura e da identidade. Existe a necessidade de se prestar contas à comunidade, por que a necessidade de se fazer; Como chegou a nossas mãos e a condição da peça”, declara a coordenadora.

CORES – A Coordenação de Restauro de Elementos Artísticos (Cores) atua com preservação, conservação e restauro de bens culturais móveis e integrados. Hoje, os ateliês estão instalados nas casas 27 e 28 da Rua Gregório de Mattos, Pelourinho. Os ateliês também atuam com os museus do órgão que é responsável pelos principais equipamentos museais da Bahia. Dispõe de oito a 10 ateliês, cada um trabalhando com materiais diferentes como pinturas, esculturas em madeira, em barro, azulejos, peças em metal, dentre muitas outras.

7 de Janeiro – Em 1823, o exército concentrado na Vila de Itaparica formado por populares, caboclos, negros e mestiços deteve o desembarque de parte da tropa portuguesa, no dia 7 de janeiro, dificultando consideravelmente a manutenção da hegemonia lusa na província, em Itaparica.  Nessa data são promovidas celebrações e uma série de manifestações cívicas e religiosas no Centro Histórico de Itaparica.


Crédito Fotográfico obrigatório – Lei nº 9610/98: Jefferson Vieira

 

Assessoria de Comunicação – IPAC, em 22.12.2017

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Texto-base Newton Soares (estagiário Jornalismo)

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