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IPAC está concluindo dossiê para tornar Fogaréu de Serrinha patrimônio imaterial

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No ano em que a Semana Santa de Serrinha comemora 87 anos de tradição, a Gerência de Patrimônio Imaterial (Geima) do Instituto do Patrimônio Artístico Cultural da Bahia (IPAC), acompanha as celebrações para a elaboração do Dossiê para Registro Especial da Procissão do Fogaréu, que será submetido ao Conselho de Cultura do Estado da Bahia e, se aprovado, se tornará Patrimônio Imaterial do Estado. A celebração, que já vem sendo seguida desde 2014, já conta com o Registro Especial Provisório. Além da gerente da Geima, Nívea Santos, acompanham a procissão amanhã (13), o assessor institucional do IPAC, André Reis e o historiador Jaffé Vieira.

“Este é um importante marco para a Semana Santa de Serrinha que vem se consolidando como rota de turismo religioso na Bahia, em que durante sete dias, moradores e turistas celebram a Paixão e Ressurreição de Jesus Cristo com atos religiosos. O Registro Especial é de suma importância para o reconhecimento da Tradição e fé do nosso povo”, afirma o diretor do IPAC, João Carlos de Oliveira.

“É amplamente reconhecida a importância de promover e proteger a memória e as manifestações culturais. A pesquisa possibilita  a identificação e produção de conhecimento sobre o bem cultural pelos meios técnicos mais adequados e amplamente acessíveis ao público”, afirma a gerente da Geima, Nívea Santos.

PROCISSÃO DO FOGARÉU - A Procissão do Fogaréu acontece desde 1930 em Serrinha, e há mais de oito décadas abre o cerimonial litúrgico das comemorações da Paixão de Cristo no município. A celebração marca o ápice das comemorações da Semana Santa.

O cortejo da procissão é iniciado com a caminhada de penitência, iniciada na Igreja de Nossa Senhora de Santana, com o Bispo Diocesano da Paróquia conduzindo uma cruz de madeira. Com tochas de papel acesas por velas, os fiéis percorrem mais de cinco quilômetros, até a Colina, e é neste ponto, que se pode ter a dimensão da multidão que forma um tapete humano de luzes, no alto da ladeira de Santana, onde sob a benção de Nossa Senhora Santana, Padroeira de Serrinha, e sob os olhares atentos de todos, a encenação da peça A Paixão de Cristo, encerra a noite de grandes emoções.

PATRIMÔNIO  IMATERIAL - O Patrimônio Cultural Imaterial ou Intangível compreende as expressões de vida e tradições que comunidades, grupos e indivíduos em todas as partes do mundo recebem de seus ancestrais e passam seus conhecimentos a seus descendentes. Apesar de tentar manter um senso de identidade e continuidade, este patrimônio é particularmente vulnerável uma vez que está em constante mutação e multiplicação de seus portadores. Por esta razão, a comunidade internacional adotou a Convenção para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial em 2003.

De modo a estimular os governos, ONGs e as próprias comunidades locais a reconhecer, valorizar, identificar e preservar o seu patrimônio cultural imaterial, a Unesco criou um título internacional. A proteção que o registro é capaz de oferecer se expressa mediante o reconhecimento da existência e valor de determinada manifestação cultural, constitui prova capaz de dar suporte a ações que visem a impedir posterior utilização indevida dos conhecimentos e práticas envolvidos na manifestação cultural. Conheça os museus: www.ipac.ba.gov.br/museus. E os livros do instituto: http://goo.gl/CDv6q3. Assista aos vídeos: http://bit.ly/2n1mrVZ. Fique informado: www.ipac.ba.gov.br, facebook Ipacba Patrimônio, twitter @ipac_ba e instagram @ipac.patrimonio.

 

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Assessoria de Comunicação – IPAC, em 12.04.2017

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