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IPAC e a REM-BA participam do Fórum Social Mundial com roda de conversa sobre Educação Patrimonial e Museal

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Salvador será palco, pela primeira vez, do Fórum Social Mundial (FSM), que reunirá marchas e assembleias promovidas por baianos e integrantes de diferentes países, entre os dias 13 e 17 de março. As atividades acontecerão por toda cidade, com o tema “Resistir é Criar, Resistir é Transformar”, e também irão abordar outros 19 eixos temáticos. O Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC-BA), em parceria com a Rede de Educadores em Museus da Bahia (REM-BA), participará do FSM numa Roda de Conversa com o tema “Interfaces e Especificidades entre a Política Nacional de Educação Museal (PNEM) e a Política Nacional de Educação Patrimonial (PNEP)”, nesta terça-feira, 13, na Universidade Federal da Bahia (UFBA), campus Ondina.

A ação contará com explanação do historiador, mestre em preservação do Patrimônio Cultural e integrante da Coordenação de Educação Patrimonial do IPAC, Igor Souza, e da museóloga, mestre em Educação e componente da REM-BA, Mona Nascimento. O objetivo é discutir a Política Nacional de Educação Museal e Política Nacional de Educação Patrimonial, abordando as possíveis interfaces e especifidades existentes entre as duas vertentes.

“Tentaremos discutir essas questões na roda de conversa, entretanto reconhecemos desde já a necessidade da discussão da dimensão cultural como um todo na sociedade, como uma defesa do direito à memória, um caminho para o alcance da autonomia dos sujeitos. Tanto a Educação Museal quanto a Educação Patrimonial devem se pautar no direito das pessoas acessarem os espaços que historicamente legitimam a memória social e defender que a população tenha o direito de determinar o que deve ou não ser lembrado, o que é legítimo de ser preservado, fazendo com que os museus e o patrimônio sejam de fato reflexos da sociedade”, explicou a museóloga, Mona Nascimento.  

Sob uma abordagem dialógica, a roda de conversa será iniciada com falas provocativas, onde os ouvintes, conseguintemente, terão total espaço para se colocarem, esclarecendo dúvidas e contribuindo com suas experiências. “A roda de conversa preza pela participação e colaboração em torno de um tema específico. É o caso das interfaces e possibilidades entre a PNEM e a PNEP”, contou o historiador, Igor Souza. Ele também aproveitou para destacar a importância do IPAC na ação: “O IPAC, prezando pelo estabelecimento da dimensão cidadã da cultura, apoia a REM-BA, coletivo que vem atuando com protagonismo na discussão sobre a interseção entre a Educação e a Cultura, mormente sobre Educação Museal, incidindo nessa política setorial”, afirma.

 

Sobre a Rede de Educadores em Museus da Bahia (REM-BA) e origem da Roda de Conversas

 

Criada em 2010, durante o II Encontro Baiano de Museus, a Rede de Educadores em Museus da Bahia (REM-BA) constitui-se como uma organização da sociedade civil de caráter não-governamental, suprapartidário e não confessional. Trata-se de um coletivo de profissionais oriundos de vários segmentos da área de Cultura e Educação, atuantes no campo da Educação Museal, que afirmam o respeito à formação integral; o respeito aos direitos humanos e à democracia; a educação para autonomia e emancipação dos sujeitos, como princípios fundamentais de sua organização interna.

A partir dessa atuação busca estabelecer parcerias com instituições públicas e privadas a fim de desenvolver suas ações. O diálogo entre a REM-BA e o IPAC vem sendo estabelecido desde a sua criação por intermédio da sua Diretoria de Museus que se manteve disponível para apoiar as algumas ações, seja com cessão de espaço para a realização de reuniões, disponibilização de colaboradores para as atividades e eventualmente apoio material.

Desde novembro de 2017, as relações entre a REM-BA e a CEPA-IPAC vêm se estreitando e já havia sido manifestado o desejo de realizar um espaço de diálogo sobre as aproximações e distanciamentos entre a Educação Museal e a Educação Patrimonial. Em função da proximidade do findar do ano e consequente arrefecimento das atividades de ambas as instituições, o intento foi postergado sendo retomado em março deste ano. Com a concomitância do acontecimento do Fórum Social Mundial (maior encontro de Coletivos e Movimentos Sociais do mundo) em Salvador, foi verificada a possibilidade de incluir a atividade na programação do referido evento. Sendo assim, para essa ação específica, a parceria REM-BA/IPAC se dá pelo apoio do IPAC com a inscrição da atividade no evento e disponibilização do historiador Igor Souza (CEPA-IPAC) como provocador da Roda de Conversa.

O evento terá o formato de uma Roda de Conversa. Haverão duas falas provocativas e logo após será aberto para que os presentes exponham suas considerações, levantem questionamentos. As provocações serão feitas por Igor Souza e Mona Nascimento. Igor é historiador e mestre em Preservação do Patrimônio Cultural, atua na Coordenação de Educação Patrimonial do Instituto do Patrimônio Artístico da Bahia (IPAC-BA), sendo um pesquisador e ativista pró PNEP.  Mona é museóloga e mestre em Educação, desenvolve pesquisa no campo da Educação Museal, compõe a Rede de Educadores em Museus da Bahia desde 2012 e participou ativamente da construção da PNEM.

No caso específico, o intento é trazer à tona uma discussão que está em voga no campo museal e patrimonial, em âmbito nacional, mas ainda incipiente na Bahia. Com o apoio à construção da PNEM, o Instituto Brasileiro de Museus reconhece a importância desse campo interdisciplinar entre a Educação e a Cultura e suas especificidades. Do mesmo modo, o IPHAN apoiou a construção da PNEP, reconhecendo uma dimensão importante do campo do Patrimônio que é o diálogo com sociedade, produtora de cultura por excelência.

Fonte: Mona Nascimento (Representante da REM-BA) 

SERVIÇO

O que: Roda de Conversa: Interfaces e Especificidades entre a Política Nacional de Educação Museal (PNEM) e a Política Nacional de Educação Patrimonial (PNEP).

Quando: 13 de Março de 2018 (Durante o Fórum Social Mundial), 14h a 17h. 

Onde: UFBA, Campus de Ondina, Av. Adhemar de Barros, PAF 3, Sala 206.

 

Alexsandra de Alcântara – Assessora de Comunicação – IPAC

Texto-base: Stephanie Dos Santos (estagiária de Jornalismo)

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