IPAC - Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia

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Ipac assina documento de tombamento provisório da Fazenda Engenho D’Água

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A Casa Grande e a Capela da Fazenda Engenho D`Água, do  século XVII e XVIII, localizadas na cidade de São Francisco do Conde, Recôncavo Baiano, entraram nesta terça-feira (05) em processo de tombamento pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac), autarquia vinculada a Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult).

A solenidade de Assinatura da Notificação de Abertura do Processo de Tombamento contou com a participação do proprietário dos casarões, Mário Ribeiro, e de diversas autoridades.

“O ato de tombamento representa a certeza que esse belo imóvel terá continuidade após a minha vida na terra. O meu desejo é que esse patrimônio seja conservado, perpetuado e que as futuras gerações entendam um pouco da história do nosso país”, explica Mário.

Com o tombamento os casarões serão preservados e amparados por lei estadual que impedem a destruição e mudança das características dos imóveis, que ficaram 10 anos sendo restaurados. Após a assinatura do ato de notificação, é iniciada a construção de um dossiê que posteriormente será encaminhado para o Conselho Estadual de Cultura e encaminhado ao governador, que homologa e publica o decreto do tombamento definitivo.

“As autoridades aqui presentes representam um ideal de gestão de patrimônio cultural e isso não existiria sem uma ação transversal. Parabenizo a Mário pela compreensão de que o patrimônio é a nossa alavanca do século XXI. Hoje damos um exemplo para Bahia e para o Brasil”, destacou o diretor do Ipac, João Carlos de Oliveira.

O Superintendente de Serviços Turísticos da Bahia, Jorge Ávila, ressalta a importância da fazenda por representar um passeio pela arquitetura e história do Brasil. “Esta é uma área que teve participação marcante no desenvolvimento do Brasil Colônia e agora nosso proposito é preservar e criar as condições para que se faça uma politica de turismo que valorize ainda mais esse lugar”, pontuou o superintendente.

O complexo, que é aberto ao público para turismo, eventos e hospedagem, sempre pré-agendados, conta ainda com uma senzala e barcaças de cacau do tempo em que a região era produtora do fruto. “Parabenizo ao Ipac e a Mario Ribeiro pelo empenho em manter viva mais de 400 anos de história e a todos que contribuíram para a preservação desse patrimônio cultural”, comemora o deputado estadual Rosemberg Pinto.

A Fazenda Engenho D’Água

Localizada em São Francisco do Conde-Ba, Brasil, no distrito de Monte Recôncavo, a Fazenda Engenho D’Água pertenceu durante mais de duzentos anos à família Bulcão, origem dos três barões de São Francisco.

Gaspar de Faria Bulcão adquiriu as terras por compra e dote de sua mulher, Guiomar da Costa. Em 1655, tornou-se proprietário também da Fazenda Água Boa, vizinha ao engenho São José, a qual já possuía e o mesmo foi seputado na capela da fazenda.

Ainda no século XVII, a propriedade passa por sucessão ao filho de Faria Bulcão, Baltasar e desde 1718, a seus filhos, os padres Gaspar e Matias, e José da Costa Bulcão, propriedade esta na qual residiram três barões que receberam e hospedaram personalidades internacionais.