IPAC - Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia

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Governo do Estado nomeia “Viaduto Mestre Didi” e formaliza tombamento do Ilê Asipá

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Para marcar o centenário do sacerdote afro-brasileiro e artista plástico Deoscóredes Maximiliano dos Santos (Mestre Didi), celebrado neste sábado (2 de dezembro), em Salvador, o Governo do Estado da Bahia realiza uma série de ações através das secretarias de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi) e de Cultura (SeculBA). Falecido em 2013, Mestre Didi ficou reconhecido mundialmente pela sua produção artística, intelectual e atuação na defesa e preservação da cultura de matriz africana.

 

O primeiro ato, às 14hs, será a nomeação do“Viaduto Mestre Didi”, no equipamento viário construído na Avenida Orlando Gomes, em frente ao Senai/Cimatec, com descerramento de placa de homenagem. A iniciativa integra as ações da Década Internacional Afrodescendente (2015-2024), na esfera do reconhecimento às contribuições da população negra para o desenvolvimento da Bahia e do país.

 

Em seguida acontece a cerimônia de tombamento do Ilê Asipá pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC), órgão vinculado à SecultBA. A comunidade religiosa foi fundada pelo sacerdote em 1980 e fica localizada na rua da Gratidão, nº 8, em Piatã,onde ocorrerá o tombamento.

 

As atividades contarão com as presenças das titulares da Sepromi e da SecultBA, as secretárias Fabya Reis e Arany Santana, respectivamente, além de familiares e autoridades religiosas. Haverá, ainda, apresentações artísticas de integrantes do Ilê Asipá.

 

Mais sobre Mestre Didi

 

Deoscóredes Maximiliano dos Santos (1917-2013), o Mestre Didi, foi escultor e escritor. Na infância aprendeu a manipular materiais, formas e objetos com as lideranças mais antigas do culto orixá Obaluaiyê. Entre 1946 e 1989 publicou livros sobre a cultura afro-brasileira, alguns com ilustrações de Carybé. Em 1966 viaja para a África Ocidental e realiza pesquisas comparativas entre Brasil e África, contratado pela Unesco. Nas décadas de 60 a 90 participa de institutos de estudos africanos e afro-brasileiros e atua como conselheiro em congressos com a mesma temática, no Brasil e no exterior.

 

Em 1980 funda e preside a Sociedade Cultural e Religiosa Ilê Asipá, do culto aos ancestrais Egun, em Salvador. Foi coordenador do Conselho Religioso do Instituto Nacional da Tradição e Cultura Afro-Brasileira, representando o país em eventos e mobilizações internacionais.

 

Serviço:

 

O quê: Nomeação do “Viaduto Mestre Didi” e tombamento do Ilê Asipá.

Quando: Sábado (2/12), a partir das 14hs.

Onde: Viaduto em frente ao Senai/Cimatec (Avenida Orlando Gomes, Piatã) e Ilê Asipá (Rua da Gratidão, nº 8, Piatã – mesmas imediações do viaduto).