IPAC - Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia

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Funcionários do IPAC participam de formação em Direitos Humanos e Diversidade

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Mais de 100 funcionários do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC/BA), autarquia vinculada à Secretaria de Cultura do Estado (Secult), entre vigilantes, recepcionistas, técnicos e agentes de portaria, participaram, nesta quinta e sexta (5 e 6 de setembro), do primeiro encontro de formação em Direitos Humanos e Diversidade. O evento é uma realização do Instituto em parceria com o Fundo de População da ONU (UNFPA), o Centro de Promoção e Defesa dos Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (CPDD) e o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH).

A proposta foi formar e sensibilizar os funcionários que atuam diretamente com o público sobre a importância do respeito à diversidade e combate as formas de discriminação, além de ensiná-los como cada um deve se comportar em situações de condutas machistas, homofóbicas ou quaisquer outros casos de preconceito nos seus espaços de trabalho. Ao final, os participantes receberam um certificado com carga horária de 4 horas.

A atividade, que aconteceu na sala de Coordenação de Educação Patrimonial (Cepa), situado nas dependências do prédio 29 (Pelourinho), contou com boas-vindas do chefe de gabinete do IPAC, Ackerman Leal, e da coordenadora de Educação Patrimonial, Daiana Sacramento. Ainda durante a abertura, o servidor do Instituto, Nonato Matos, declamou o “Cântico Negro” de José Régio, sendo ovacionado pelos presentes.

Mediado pela oficial de projetos do Fundo de População da ONU (UNFPA), Michele Dantas, o primeiro dia contou com palestras da coordenadora da CPDD, Symmy Larrat; e da especialista em diversidade do ACNUDH, Lua Stabile. Já no segundo, os convidados foram o consultor da ONU do projeto Trans-Formação, Seu Vérciah; e a educadora social do CPDD, Maria Joana Uzeda. Durante a capacitação, houve apresentações de conceitos básicos sobre orientação sexual, identidade de gênero e transfobia. Quem também marcou presença no evento foi o defensor público Bruno Moura, que explicou sobre legalidade e garantia de direitos.

Para o chefe de gabinete do IPAC, Arckeman Leal, o diálogo sobre o assunto é essencial para a defesa e promoção dos direitos da população LGBT. “Abordar questões de gênero e diversidade sexual na formação inicial dos nossos funcionários é uma proposta de combate a homofobia dentro de nossos espaços. E é importante promovermos essas atividades, pois lidamos com todo tipo de público e nem todos sabem como se portar diante de uma determinada situação. Alguns, por timidez, e outros por falta de conhecimento”, explicou.

Ana Carolina, vigilante do museu Udo Knoff, também apoiou e agradeceu a iniciativa. “Estou bastante grata por essa oportunidade de capacitação que o IPAC está promovendo. O debate foi muito produtivo e abriu um leque de informações acerca dessa temática que ainda é muito delicada”, declarou. A formação foi finalizada com a interação dos funcionários que compartilharam dúvidas e vivências.