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Exposições em cartaz no Museu do Recolhimento dos Humildes

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Temas que dialogam com a arte e a religiosidade estão presentes nas três exposições em cartaz até o dia 31/05 no Museu do Recolhimento dos Humildes (Santo Amaro). O museólogo, fotógrafo e gestor cultural Jomar Lima expõe “Afro Barroco Cachoeira, Recôncavo da Bahia, Religiosidade” e “Ars Moriendi: a representação da finitude da vida nas lápides tumulares da Ordem Terceira do Carmo de Cachoeira/BA”. Completa o período aexposição “Bembé do Mercado, Registros de Tradição e Fé”, dos artistas Babá Geri e Edson Ferreira. A visitação – gratuita – é de segunda a sexta-feira das 08h às 12h e das 14h às 17h.

 

A exposição “Afro Barroco Cachoeira, Recôncavo da Bahia, Religiosidade” traz 21 fotos realizadas por Jomar Lima na Ordem Terceira do Carmo, em Cachoeira, e traz em sua composição as religiosas do candomblé e o espaço católico. Já o projeto “Ars Moriendi: a representação da finitude da vida nas lápides tumulares da Ordem Terceira do Carmo de Cachoeira/BA” aborda, em 30 réplicas de carneiras, os aspectos socioculturais, religiosos, artísticos vinculados a iconografia da morte.

 

Já a mostra “Bembé do Mercado, Registros de Tradição e Fé” homenageia o maior candomblé de rua do mundo que neste ano comemora seus 130 anos. A parte de Babá Geri traz ao público peças artísticas e litúrgicas feitas em palha da costa, búzios e argila. “As peças tem como objetivo estabelecer um contato das pessoas com a leitura artística e religiosa. Meu objetivo é levar ao público a beleza e a importância da arte africana em suas várias formas”, explica o artista.

 

A participação de Edson Ferreira é com 32 registros fotográficos do Bembé. “A exposição é fruto do registro de 10 anos do Bembé. Eu conheci o Bembé através de um convite e fiquei impressionado com a cultura afro e isso me despertou o interesse em fotografar. Eu gosto muito dos símbolos que a candomblé possui. O que mais me chamou a atenção foram as mãos das estátuas sempre reverenciando a adoração. É uma cultura muito rica”, diz Edson.

 

O museu – Instalado no Convento de Nossa Senhora da Conceição dos Humildes, em Santo Amaro, o Museu do Recolhimento dos Humildes é datado de junho de 1980. O acervo é de propriedade da Congregação de Nossa Senhora dos Humildes composto por imagens sacras delicadamente ornamentadas pelas recolhidas, além de cristais, pratarias, mobiliário, porcelanas, paramentos, rendas e alfaias (objetos litúrgicos). São cerca de 500 peças datadas do século XIX e tombadas pelo (IPHAN). Já o prédio é tombado como Patrimônio da Bahia pelo IPAC. Por conta de reformas, no momento a expografia não está disponível para visitação, porém o museu segue aberto com atividades de educação patrimonial. O Museu do Recolhimento dos Humildes é administrado por meio de um Convênio de Cooperação Técnica e Administrativa pela Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (DIMUS/IPAC), unidade vinculada a Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA).

 

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