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Exposição “Chame Gente” no Museu Tempostal

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Para celebrar o carnaval da Bahia, o Museu Tempostal (Pelourinho) traz a mostra “Chame Gente”, com abertura às 10h de 21/01.  A exposição tem o intuito de revisitar um pouco da história do surgimento do carnaval da Bahia, mostrar a importância cultural da festa e perceber as mudanças que ocorreram ao longo do tempo através das 30 fotografias que compõe a mostra.

 

As imagens estão divididas nos temas: “Auge do carnaval das escolas de samba na Bahia”, “Os clubes vão para as ruas”, “O trio elétrico e suas origens” e “Carnaval hoje”. A coordenadora do museu, Aiala Gonçalves ressalta que “O carnaval é a festa de rua mais popular do Brasil e que ao longo do tempo tornou-se elemento da cultura nacional. Começou a evoluir a partir da diferença entre as classes sociais — carnaval de rua e nos clubes privados — resultando em uma manifestação mais rica culturalmente e na diversidade”.

 

Aiala lembra que só nos séculos XVIII e XIX o carnaval tornou-se mais popular e tomou as ruas da capital baiana, onde geralmente acontecia na Rua Chile, no centro de Salvador. “Como havia muitos escravos, eles trouxeram as danças e alguns rituais que acabaram incorporando ao carnaval de rua. Isso tudo juntou-se ao chamado ‘entrudo’, brincadeira europeia em que as pessoas atiravam objetos umas nas outras. Porém por conta dos transtornos causados pelo entrudo, o governo começou a proibir e a Câmara Municipal de Salvador lança um decreto encerrando a prática”.

 

A coordenadora acrescenta que em 1878, através de uma viagem de Dom Pedro II a Paris (França), o carnaval começa a ganhar ares europeus no Brasil, destacando-se os carros alegóricos e os desfiles. Em 1884 institui-se o carnaval oficial. “No início, as festas aconteciam nas ruas, com desfiles de fantasias. Posteriormente, passaram a ser realizadas nos clubes, onde eram tocadas as marchas, os sambas e os frevos preparados para os festejos. Entre os clubes em Salvador destacavam-se o da Cruz Vermelha e o Fantoches, formados por comerciantes e profissionais liberais”, conta.

 

Em 1950 surge o trio elétrico que, porém, não teve a aceitação da elite baiana. É somente com “as vozes” que o carnaval de Salvador passa a ter uma cara genuinamente baiana. Na década de 1970 os cantores baianos passaram a compor especialmente para o carnaval e a subir nos trios. “Com o passar dos anos o carnaval de Salvador mudou e ganhou novas características. Entre as perdas estão o fim do enredo e das fantasias nos festejos, e entre os ganhos ele ficou mais rico culturalmente”, completa Aiala.

 

Serviço: Exposição “Chame Gente”

Abertura: 21/01, às 10h

Visitação: até 28/03 – terça a sexta, das 10h às 17h; sábado das 13h às 17h

Entrada: grátis

Local: Museu Tempostal

Endereço: Rua Gregório de Mattos, 33, Pelourinho – Salvador (BA)

Contato: (71) 3117-6383

 

O museu - O acervo do Museu Tempostal é composto por postais, estampas e fotografias, em sua maioria, procedentes da coleção de Antônio Marcelino do Nascimento. As peças, datadas do final do século XIX e meados do século XX, representam imagens de valor histórico, artístico e documental, não só da Bahia e do Brasil, mas também de diversos países do mundo, sobre as mais variadas temáticas.  O Museu Tempostal integra os espaços administrados pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC), da Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA).

 

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