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Encontro de Umbanda celebra 110 anos da religião

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A diversidade, a liberdade, os direitos dos cultos afros e o respeito, foram os pilares do II Encontro de Umbanda realizado neste domingo (11). O evento, celebrado através do Termo de Fomento 010/18, apoiado pelo Governo do Estado da Bahia, através do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac), autarquia vinculada a Secretaria de Cultura (Secult), e da Secretaria de Tursimo, teve a participação de representantes da igreja católica, umbanda, candomblé, espiritismo e da igreja neopentecostal e celebrou os 110 anos de fundação da religião que nasceu em 1908, no Rio de Janeiro, pelo médium Zélio Fernandino de Moraes.

“O primeiro sentimento de estar aqui é de admirar e ficar feliz com a beleza desse encontro. A paz se constrói de modo artesanal e, nesta obra, paz e justiça são construídas juntas”, explicou Padre Lázaro Muniz.

Realizado pelo Centro de Umbanda Mística Oxum Apará (Cumoa), o encontro faz parte das comemorações do “Novembro Negro” e contou com palestras, lançamento de livro, shows, manifestações culturais e uma caminhada musical da Ondina até o Farol da Barra.

“Umbahia, um sonho que virou realidade. Fazer com que essa religião genuinamente brasileira seja conhecida e respeitada, essa é  a nossa bandeira”, disse Mãe Taiane Macedo.

De acordo com o diretor do Ipac, João Carlos de Oliveira, a preservação do patrimônio cultural tem diversas óticas e todas tem sua singularidade, importância e verdade.  “Aqui a gente está dando um exemplo muito claro de pertencimento, fé e fortalecimento de discurso. Meu desejo é que a gente possa estender esse discurso para todo o povo da Bahia”, destacou João.