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Distrito Criativo do Pelourinho pode ter participação de sete secretarias estaduais

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O Distrito será instalado em imóveis do IPAC no Centro Histórico de Salvador (CHS). Em todo o estado (interior e capital), o IPAC detém 402 unidades imobiliárias. Os imóveis representam só 1,5% do total na área tombada do CHS. O restante é de privados, prefeitura municipal, órgãos estaduais e municipais, e da Igreja Católica através das suas congregações, irmandades e outros setores.

 

A construção do Distrito Criativo do Pelourinho deve reunir sete secretarias do Estado da Bahia. A secretaria de Cultura (SecultBa) atuaria com imóveis do IPAC e o Bahia Criativa/Suprocult, a de Planejamento (Seplan) com a agenda territorial, a de Desenvolvimento Rural (SDR) com a Bahiater, a do Trabalho, Emprego Renda e Esporte (Setre) com o arranjo produtivo, a do Turismo (Setur) com as capacitações e qualificações, a da Ciência Tecnologia e Inovação (Secti) com consultoria técnica, e a de Desenvolvimento Econômico (SDE) com o diagnóstico do Centro Histórico de Salvador (CHS).

 

“Estamos construindo essa ideia desde o ano passado e, para dar certo, o distrito deve ser um projeto de governo que incluirá várias instâncias e parceiros”, explica o diretor geral do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC), João Carlos de Oliveira. Ele lembra que o CHS é uma área constitucionalmente da Administração Municipal e tombada pelo governo federal, via IPHAN/MinC.

 

“O IPAC atua em 417 municípios da Bahia, mas, no Pelourinho dispõe de uma centena de imóveis que necessitam de utilização mais eficiente, contemporânea e que traga desenvolvimento efetivo à região”, diz João Carlos. O Distrito será instalado em imóveis do IPAC no CHS. Em todo o estado (interior e capital), o IPAC detém 402 unidades imobiliárias. Na área tombada do CHS, os imóveis representam do IPAC só 1,5% do total. O restante é de privados, prefeitura municipal, órgãos estaduais e municipais, e da Igreja Católica através das suas congregações, irmandades e outros setores.

 

ETAPAS – A construção inclui apresentações e debates técnicos. Depois, a implantação de condomínio de economia criativa a partir da grade de atividades. O passo seguinte é a categorização que contempla as vocações naturais da área e novas atividades. Assim, chega-se à análise final, onde se definem atividades culturais, artísticas, novas tecnologias e turismo. Finalmente, entra comércio, descrição das tarefas e produção sustentável de produtos que possam ser consumidos por baianos e turistas.

 

“As empresas a serem instaladas no condomínio deverão servir de estímulo e interagir com os empreendimentos incubados, criando sinergia econômica e criativa capaz de fortalecer todo o Distrito”, destaca o diretor geral do IPAC. Ele conta que a primeira etapa do Distrito são os Marcos Legais que incluem a formalização dos empreendedores e a abertura dos editais públicos de ocupação dos imóveis. “A segunda, são as Redes e Coletivos que reúnem as ações que provocarão uma política de incentivo e monitoramento”, afirma. E a terceira, é o monitoramento, para que os empreendedores cumpram prazos e metas. “Nessa última fase, estarão as partes de formação, qualificação e monitoria”, completa.

 

START – O processo já teve start ontem (20) com ‘Workshop Internacional Design e Distritos Criativos’ que IPAC e SECTI promoveram no Teatro SESC, no Pelourinho. Experiências de Economia Criativa em Lisboa (Portugal), Rio de Janeiro (Brasil), Medellín (Colômbia) e Buenos Aires (Argentina) foram apresentadas. “Pela nossa experiência em Medellín, que durou 30 anos para se estabelecer, posso dizer que a diferença é uma riqueza para a economia criativa e diversidade é o que vocês mais têm em Salvador”, sugere a gerente do Distrito de Inovação de Medellín, Ana Isabel Maya.

 

A representante da Colômbia disse ainda que cooperação local, nacional e internacional também são importantes. O argentino Alejandro Castañé, da Garimpo Soluções, destacou a necessidade de postura contemporânea e aberta para variantes diversificadas. “Quanto mais aberto para absorver e entender as diferenças, mais proveito pode-se tirar dessas experiências”, alerta. Em Salvador, o Distrito Criativo do Pelourinho será o primeiro do país já que similares no Rio e Belo Horizonte ocuparam um edifício em cada cidade.

 

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Assessoria de Comunicação – IPAC, em 21.09.2016

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Jornalista responsável Geraldo Moniz de Aragão (DRT-BA nº 1498)

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