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Dirigentes de cultura do Nordeste participam de roteiro com a Frente Parlamentar de Economia Criativa

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Secretários e dirigentes de cultura do Nordeste deram prosseguimento hoje (13), às atividades após a realização do 3° Fórum de Secretários e Dirigentes de Cultura do Nordeste. Eles visitaram espaços culturais de Salvador que têm a economia criativa como impulsionadora na comunidade, a exemplo do Terreiro Ilê Axé Oyá e do Instituto Oyá de Arte Educação, no bairro de Pirajá, onde são criados os designers das fantasias do Bloco Cortejo Afro, e da Feira de São Joaquim, na Cidade Baixa, com vocação na área gastronômica. A programação iniciada na quinta-feira (12), no Memorial do Teatro Castro Alves (TCA), contou com representantes dos estados da Bahia, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Sergipe e Rio Grande do Norte.

Em Pirajá, durante a visita ao Instituto Oyá, fundado em 1998 dentro do terreiro Ilê Axé Oyá,  os dirigentes conheceram o espaço que  surgiu a partir do desejo da ialorixá Anísia da Rocha Pitta e Silva em contribuir para o desenvolvimento humano, intelectual e artístico de crianças e jovens do bairro que se encontravam em situação de vulnerabilidade. O instituto desenvolve programas de auxílio educacional focados, principalmente, na Arte-Educação. As atividades abrangem aulas de dança, percussão, violão, extensão acadêmica, canto e informática.

Após a visita ao instituto e ao Terreiro, a comitiva foi à Feira de São Joaquim, localizada na Cidade Baixa, entre a Baía de Todos os Santos e a Avenida Oscar Pontes, e considerada a maior feira livre da cidade. No local, puderam conhecer de perto um pouco da cultura baiana, com a mistura de gastronomia e música, aliada ao comércio de ervas variadas, frutas frescas, potes produzidos do recôncavo baiano, animais, artesanatos de barro, cestos, bolsas de palha, artigos religiosos e iguarias.

Pela tarde, o grupo visitou o Ilê/Senzala do Barro Preto “Feiaiyê”, no bairro do Curuzu. Dividida em vários andares e diferentes espaços, a Senzala do Barro Preto abriga, além da quadra principal onde acontecem as festas do Ilê – incluindo a Noite da Beleza Negra –, a Escola Mãe Hilda – que atende crianças do bairro no Ensino Fundamental – a Escola de Canto, Dança e Percussão Banda Erê, a Escola Profissionalizante, Sala de Dança e ainda um estúdio musical.

O roteiro terminou com uma visita às 16h, ao Museu de Arte Moderna da Bahia, na Avenida Contorno, onde a comitiva pôde conhecer o Cinema do MAM (Circuito Sala de Arte), sendo visitado pelos gestores, já no final da tarde, o Complexo do Teatro Castro Alves.

O Fórum dos Secretários e Dirigentes de Cultura do Nordeste em sua terceira edição, além de discutir políticas públicas e do planejamento das pastas para 2020, também proporcionou um diálogo entre os estados e a sociedade civil, recebendo demandas sociais. Esta é segunda vez que Salvador abriga o fórum, que já passou também por Recife.

Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM) – O Museu de Arte Moderna da Bahia é vinculado ao Instituto do Patrimônio Artístico e Cultura, autarquia da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA). Possui importante acervo de obras e de documentação sobre momentos da cultura baiana e brasileira. Está instalado no Solar do Unhão, um sítio histórico tombado e banhado pela Baía de Todos os Santos. As relações deste sítio com a comunidade, com a cidade e seus contextos históricos, urbanísticos, sociais, políticos e econômicos, influenciaram diretamente o projeto da italiana Lina Bo Bardi para implantação do MAM, resultando em uma proposta de abertura ampla do espaço, marcada pela expressão artística como instrumento crítico para compreensão do mundo.

Complexo TCA  – Nos últimos anos, mais que um teatro, o TCA consolidou-se como um centro cultural vivo e dinâmico. Atualmente, o Complexo tem pretendido ser espelho de diretrizes públicas democráticas, que permitam sua integração cada vez mais profunda com a sociedade, com seu desenvolvimento cultural, com a diversidade cultural de uma Bahia que existe para além da sua capital, com o investimento na formação e qualificação de profissionais da cultura, com a potencialização de seus corpos artísticos e a requalificação técnica de suas estruturas. Compõem o Complexo TCA espaços como a Sala Principal, Sala do Coro, Concha Acústica, Foyer, Centro Técnico, Vão Livre, o Jardim Suspenso e o Café Teatro.