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Dimus participa da FLIPELÔ em homenagem ao Pelourinho

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As instituições museais da Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Dimus/IPAC) localizados no Pelourinho (Salvador/BA) participam mais uma vez da FLIPELÔ – Festa Literária Internacional do Pelourinho. São eles: Centro Cultural Solar Ferrão, Museu Tempostal e Museu Udo Knoff de Azulejaria e Cerâmica. A FLIPELÔ acontece de 10 a 13 de dezembro e presta, este ano, uma homenagem ao próprio Pelourinho. Uma realização da Fundação Casa de Jorge Amado e do Sesc – Serviço Social do Comércio, a FLIPELÔ contará este ano com diversas atividades – saraus, espetáculos adultos e infantis, mesas de debate e contação de histórias – todos transmitidos online, pelo canal www.youtube.com/flipelo.

 

“A FLIPELÔ este ano vai ser um evento diferente, uma versão que a gente tem chamado de versão especial porque estaremos acima de tudo fazendo uma grande homenagem a um sítio histórico, o Pelourinho, grande cenário da obra de Jorge Amado, berço cultural da nossa cidade”, declara Angela Fraga, diretora da Fundação Casa de Jorge Amado.

 

Os museus Dimus vão promover algumas lives no Instagram @museusdabahia e a Galeria do Centro Cultural Solar Ferrão recebe a exposição “Pelo Pelô” que vai reunir trabalhos de 10 artistas do Centro Histórico de Salvador. Com a curadoria do artista plástico Mário Edson, a mostra estará aberta ao público de 10 a 13/12, com acesso mediante agendamento prévio no site da FLIPELÔ (www.flipelo.org.br). O espaço estará aberto, de quinta a sábado, das 10h às 15h, e domingo das 10h às 16h. Em prevenção ao novo coronavírus, a exposição seguirá todos os cuidados e normas de segurança determinadas pelos órgãos governamentais. Depois, a mostra fica até janeiro no site da FLIPELÔ e nas galerias virtuais Dimus no Instagram @museusdabahia, Facebook @museusdabahia e blog dimusbahia.wordpress.com

 

A exposição - Cada artista apresentará três obras, sendo uma de acordo com o tema da FLIPELÔ, que nesta edição homenageia o Pelourinho. As outras duas podem ser do acervo do artista. “A mostra nasceu para lançar luz e visibilidade sobre o Centro Histórico em uma fase tão sombria e indefinida, onde, em função de uma pandemia seus tambores silenciaram, sua arte se aquietou, seu povo se recolheu, como uma forma responsável e justa de amor a vida e ao outro. Nada mais justo que, numa retomada gradual, responsável e cuidadosa, voltássemos nossa atenção para esse oásis em forma de riqueza cultural, gastronômica e, sobretudo, de memórias”, destaca o artista plástico Mário Edson, curador da exposição.

 

Leonel Matos, que há nove anos mora e trabalha no Santo Além do Carmo, bairro do Centro Histórico, onde instalou seu ateliê permanente, foi um dos artistas selecionados. “Irei apresentar duas pinturas coloridas e uma em preto e branco. Todas dedicadas ao Centro Histórico, que para mim é o coração da Bahia. As obras são inspiradas no casario colonial, nas cores e na alegria do lugar. Pontuo a pandemia, com figuras usando máscaras, relacionando esse momento difícil que estamos passando com um jogo de xadrez”, revela.

 

Já o artista plástico Totonho, que antes da pandemia participou de três exposições internacionais – uma na França e duas nos Estados Unidos – guarda em segredo as obras que estarão presentes na exposição. “No início da pandemia, fiquei um pouco desorientado e impacto. Aos poucos fomos retomando nosso trabalho. Aí veio o convite para a Pelo Pelô, o que me deixou bastante animado. Ainda estou finalizando as três peças que irei apresentar na exposição. Por enquanto, seguirá em segredo”, diz o artista.

 

A aquarelista Isa Oliveira vai apresentar três telas inspiradas no cotidiano do Santo Antônio Além do Carmo, bairro onde reside no Centro Histórico de Salvador. “As obras foram inspiradas no meu dia a dia, na relação que tenho com a fauna e a flora, com meu jardim e os pássaros que visitam minha casa. Também me inspiro no movimento das ruas, nos meus vizinhos que sempre estão nas janelas dos casarões antigos. Tudo isso eu transportei para as obras”, conta Isa.

 

Lives - Em (11/12), às 10h, o Museu Tempostal realiza a live sobre o livro infantil “O divertido glossário da Jana” que tem narrativa de Lorena Ribeiro e ilustrações de Quezia Silveira.  A live será mediada por Aiala Nascimento (coordenadora do museu) e tem como convidada Lorena Ribeiro, escritora de poesia e contos, representante dos projetos “Passos entre Linhas” e “Clã das Pretas”. A ideia é um bate-papo sobre o livro que conta a história da Janaína, uma menina de sete anos cheia de criatividade. “A história é narrada pela própria personagem, numa conversa com o (a) leitor (a), promovendo interação com a obra, convidando as crianças a refletirem sobre sentimentos e sensações, além de incitar a curiosidade sobre formação de palavras e como separá-las, auxiliando no processo de aprendizagem, de maneira lúdica”, conta Lorena.

 

No mesmo dia (11/12), às 19h, a coordenadora do Museu Udo Knoff, Renata Alencar, conduz a live “ABCD das escolas: automutilação, bullying, conectividade, depressão”, com o escritor e professor Law Araújo, autor do livro de mesmo nome. “A educação passa hoje por grandes processos de transformações. Os dramas que chegam às salas de aula também. O processo do bullying na escola não pode ser ignorado ou sentenciado a meras brincadeiras entre estudantes, pois desencadeia diversos problemas como automutilação, a depressão e o isolamento virtual. Pensando essas realidades, esse livro nasceu para auxiliar professores e gestores educacionais, bem como as famílias e os alunos envolvidos nessas narrativas”, explica o professor que é licenciado em Letras Vernáculas e História pela Universidade Católica do Salvador (UCSal) e Especialista em Educação pela Universidade Federal da Bahia (UFBA).

 

Já em 12/12, às 19h, Lorena Ribeiro (museóloga do Museu Tempostal) conduz a live sobre o livro de contos “A flor de dendê e as filhas de Iansã” (Editora Voz de Mulher).   A convidada, autora do livro, é Helena Nascimento, pedagoga especialista em estudos étnicos e raciais e atua com crianças da Rede Pública de Ensino no município de Salvador e Região Metropolitana com o projeto de contação de história “O que tem atrás da porta?”. O bate-papo será sobre a obra que é constituída por 10 contos que apresentam distintas mulheres baianas e em diferentes épocas ambientadas na Bahia (do século XX ao XXI). “Vamos discutir a relevância da escrita afro, feminina e com inspiração nordestina, considerando o mercado editorial majoritariamente patriarcal, sulista, heteronormativo e branco. Também vamos abordar os desafios da pesquisa como fonte da escrita e o lançamento literário em tempos de pandemia”, conta a convidada.

 

Acompanhe a FLIPELÔ nas redes sociais da festa: Instagram.com/flipelo e Facebook.com/flipelo. E nas redes sociais da Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio artístico e Cultural da Bahia: Instagram @museusdabahia, Facebook @museusdabahia e blog dimusbahia.wordpress.com.

 

 

Programação Dimus – Flipelô 2020

 

Centro Cultural Solar Ferrão

Exposição “Pelo Pelô” que vai reunir trabalhos de 10 artistas do Centro Histórico de Salvador. De 10 a 13/12. De quinta a sábado, das 10h às 15h, e domingo das 10h às 16h. Acesso mediante agendamento prévio no site da FLIPELÔ (www.flipelo.org.br). Em prevenção ao novo coronavírus, a exposição seguirá todos os cuidados e normas de segurança determinadas pelos órgãos governamentais. Depois, a mostra fica até janeiro no site da FLIPELÔ e nas galerias virtuais Dimus no Instagram @museusdabahia, Facebook @museusdabahia e blog dimusbahia.wordpress.com

 

Museu Udo Knoff de Azulejaria e Cerâmica

11/12, às 19h – Live “ABCD das escolas: automutilação, bullying, conectividade, depressão”, com o escritor e professor Law Araújo. Condução: coordenadora do Museu Udo Knoff de Azulejaria e Cerâmica, Renata Alencar. No Instagram @museusdabahia.

 

Museu Tempostal

 

11/12, às 10h – Live sobre o livro infantil “O divertido glossário da Jana”, uma narrativa de Lorena Ribeiro, ilustrada por Quezia Silveira.  Com Lorena Ribeiro, escritora de poesia e contos, representante dos projetos “Passos entre Linhas” e “Clã das Pretas”. Condução: Aiala Nascimento, coordenadora do Museu Tempostal. No Instagram @museusdabahia.

 

12/12, às 19h – Live sobre o livro de contos “A flor de dendê e as filhas de Iansã”, com a escritora Helena Nascimento – pedagoga especialista em estudos étnicos e raciais e atua com crianças da Rede Pública de Ensino em Salvador e Região Metropolitana com o projeto de contação de história “O que tem atrás da porta?”. Condução: Lorena Ribeiro, museóloga do Museu Tempostal. No Instagram @museusdabahia.

 

 

Veja os 10 artistas selecionados para a exposição Pelo Pelô:

 

ÁLVARO VILELA – jornalista de formação que encontrou na fotografia sua força de expressão. Desde a adolescência cultiva seu olhar sobre as coisas do mundo. Trabalhou com fotografia publicitária, mas desde 2000 decidiu ir em busca também das suas convicções que o levaram à fotografia e seguiu um caminho mais artístico. Premiado, é autor de livros, e artista que realizou diversas mostras individuais e participou de coletivas no Brasil e no exterior: Alemanha, Espanha e Estados Unidos.

 

BIDA  Raimundo Santos Bida nasceu na cidade de Nazaré das Farinhas, no Recôncavo baiano, e desde criança mostrou seus dons artísticos. Integrado ao movimento artístico do Centro Histórico de Salvador, desde a década de 1980, Bida tem em seu repertório artístico uma gama imensa de linguagens – gravura em metal, xilogravuras, serigrafias, monotipias, murais, esculturas objetos, instalação, pintura sobre tela, aquarelas – e técnicas, movimentos e estilos que vão da Arte Naif, ao Realismo e à Arte Metafísica.

 

ISA OLIVEIRA – aquarelista e colorista, Isa Oliveira nasceu em Salvador, onde tem seu atelier no Centro Histórico. A principal fonte de inspiração de sua arte são a fauna e a flora brasileiras, sempre retratadas de maneira suave e alegre. Desde 2014, realiza exposições individuais, como Doce de Santos, na Capela do Museu de Arte Moderna da Bahia e participa de coletivas como as do Circuito de Arte e Moda Salvador Shopping.

 

LEONEL MATTOS – Leonel Mattos nasceu em Coarací, na Bahia. Artista de intervenção urbana tem obras em vários suportes espalhadas por Salvador. Sua carreira começou em 1971. De lá para cá participou de diversas mostras individuais e coletivas, de salões Oficiais de Arte nacionais e representou o Brasil em Paris (França) a convite de Pietro Maria Bardi. Artista premiado, é um agitador cultural e realiza exposições em espaço não convencionais. Seu ateliê/residência fica no Centro Histórico, no Carmo, e ele tem um espaço dedicado à arte no Salvador Shopping.

 

L FOLGUEIRA – as obras de L Folgueira são resultados de pesquisas, técnicas e estilos diversos. O artista não se fixa em uma única forma de expressão, permitindo-se mudar sempre. Assim, há obras figurativas, clássicas ou não, abstratas e muitas vezes em técnicas mistas. Para ele, o artista tem que ser liberto. O Centro Histórico sempre o inspirou a representar o entorno de uma forma diferente, por isso ele busca levar algo novo para a representação da sua arte.

 

MARCOS COSTA (Cabuloso) – graffiteiro, cenógrafo, ilustrador e arte-educador, Marcos Costa nasceu em São Félix, na Bahia.  Autor do estilo que ele denomina Afrograffiti, inspirado na arte africana tradicional, Marcos Costa (Cabuloso) tem realizado, desde 1998, centenas de intervenções em Salvador, em cidades do interior do estado, em Brasília e São Paulo. São características marcantes de seu trabalho a presença do enigmático cachorrinho chamado Boca Preta, e a produção de pintura corporal Tela Viva – Impressões do Graffiti em Corpos Urbanos, onde ele grafita os corpos de pessoas de diferentes contextos sociais.

 

MÁRIO EDSON – fotógrafo, artista plástico e promotor cultural nas artes visuais, Mário Edson desenvolve projetos de foto-arte em torno do resgate de heranças culturais e sociais. À frente da ME Ateliê de Fotografia, no Santo Antônio Além do Carmo, desenvolve projetos de foto-arte em exposições individuais e coletivas. Sua trajetória reúne mais de três dezenas de exposições coletivas e individuais, no país e no exterior. Como fotógrafo tem realizado ensaios documentais sobre vida e obra de personalidades da cena artística cultural brasileira e estrangeira, como Jorge Amado.

 

TEREZA MAZZOLI – nascida em Nova Canaã, na Bahia, Tereza Mazzoli faz parte do movimento Arte Moderna Figurativa. Suas obras retratam temas como a mulher brasileira, explorando a feminilidade. O movimento representa as formas humanas, os elementos da natureza e os objetos criados pelo homem de forma realista e/ou abstrata. Tereza Mazzoli já participou de várias exposições em Salvador, São Paulo Vitória e França e suas obras circulam pela Espanha, Portugal, Itália, França, Grécia e Alemanha.

 

TOTONHO – é um artista autodidata que começou a pintar ainda muito novo, usando terra, plantas e café para fazer sua tinta. As pinturas de Totonho refletem seu forte amor pelo meio ambiente. Seu trabalho mostra a beleza da selva e a devastação do planeta. Com suas cores únicas e reflexos extraordinários, ele captura a misteriosa natureza brasileira de uma forma inimitável. Aí está a essência do seu sucesso mundial, com exposições no Brasil, Portugal, França, Espanha, Grã-Bretanha, Bélgica, Suíça, Itália, Alemanha, Holanda, Canadá e EUA.

 

VANDER DESIGNER – Vanderlei Oliveira nasceu em Cristalina, Goiás, mas cedo se mudou para Minas Gerais, onde fez toda a sua formação. É de uma família católica com forte participação na tradição do congado da cidade. Desenhando desde pequeno, autodidata, depois de uma experiência na Ordem dos Frades Dominicanos, formou-se em Filosofia, mas continuou a fazer arte. Em São Paulo teve seu primeiro contato com a técnica do mosaico, que o levou de forma definitiva ao mundo das artes.