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Tombamento do Terreiro Tumba Junsara é aprovado pelo Conselho de Cultura

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O Conselho Estadual de Cultura do Estado da Bahia – CEC -, aprovou por unanimidade, o tombamento definitivo do Terreiro Tumba Junsara, situado no bairro do Engenho velho de Brotas.
Fundado por Manoel Rodrigues do Nascimento e Manoel Ciríaco de Jesus, em 1919, na cidade de Santo Amaro da Purificação, o Terreiro TumbaJunsara, que desenvolve diversas ações afirmativas com objetivo de difundir a cultura e ancestralidade de matriz Africana, foi transferido para Salvador em 1938 e estava em processo de análise e estudos para tombamento definitivo desde 2009.
O Instituto do Patrimônio Histórico Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), através da Diretoria de Preservação do Patrimônio Cultural – DIPAT/IPAC, especificamente da Gerência de Patrimônio Material – GEMAT, executou todas as etapas técnicas do processo para o tombamento do terreiro, que culminou no dossiê encaminhado para o Conselho Estadual Cultura – CEC
-, órgão responsável por analisar e julgar o tombamento definitivo de bens.
De acordo com o diretor da DIPAT/IPAC, Roberto Pellegrino, a instrução técnica do processo se deu através do recolhimento de todas as informações detalhadas sobre o terreiro, levantamento gráfico, inventário dos bens móveis, que culminou no dossiê encaminhado para análise a aprovação do CEC. “Com este parecer conclusivo e favorável do Conselho Estadual de Cultura,
em relação ao Terreiro Tumba Junsara, o mesmo será encaminhado à Secretaria de Cultura, sendo em seguida submetido à homologação do  Governador do Estado que, estando de acordo, publicará o respectivo Decreto no Diário Oficial do Estado”, explica Roberto.
Sobre o Terreiro Tumba Junsara
O terreiro oferece cursos voltados para a divulgação da tradição Bantu, idiomas falados em suas casas (Kibundo e  Kigoongo), oficinas de arte, culinária e toques africanos para a família religiosa e comunidade. Juntamente com outras instituições, realiza ações de combate ao racismo e à intolerância religiosa, a exemplo da “Alvorada dos Ojás” (uma realização do Coletivo de  Entidades Negras – CEN), quando os participantes amarram tecidos brancos utilizados nos rituais de candomblé, os ojás, em árvores. O objetivo do ato, segundo os organizadores, é exigir respeito e combater a intolerância religiosa, além de pedir paz para os soteropolitanos.
Assessoria de Comunicação – IPAC, em 08.06.2018
Assessora Responsável: Alexsandra de Alcântara Santos
Texto Jornalista: Carla Costa (DRT03850)
Colaboração: Stéphanie Estela (Estagiária)
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