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Centenário de mestre Didi é marcado por tombamento do Terreiro Ilê Axé Asipá em Salvador

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Em meio à música, fé, gratidão e muito axé o terreiro de Ilê Axé Asipá, localizado no bairro de Piatã, em Salvador, celebrou o tombamento no último sábado (2), data que marca o centenário do mestre Didi, fundador da Sociedade Cultural e Religiosa. O Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac), órgão vinculado à Secult, entregou o documento que inclui o espaço como um patrimônio cultural do estado da Bahia. “Não nos interessa contar a história da preservação, a partir de números de tombamento, mas por resultados claros de política de salvaguarda”, afirma João Carlos, diretor do IPAC.

O diretor também ressaltou a importância da transversalidade na preservação do patrimônio cultural da Bahia, pois “há 15 anos, aqui só estaria no máximo um secretário de governo. Hoje estamos com a Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), a Secretaria de Cultura (SecultBA), a Casa Civil, entre outras. Este governo caminha de forma pioneira no Brasil para construção de uma política transversal para a preservação do patrimônio, ou seja, temos que compreender, que não basta tombar, isso é o ato fundamental para a construção inicial de um processo de preservação da nossa cultura”.

Para secretária de Cultura Arany Santana, “neste solo sagrado tombamos nossa história, nossa identidade e nossa cultura. Houve uma força tarefa para que esse legado fosse preservado e o reconhecimento se materializasse. Gratidão a nossa alegria, nosso apreço e nossa satisfação é ter a certeza que o governo da Bahia e a Secult nos sentimos honrados em ter tido essa oportunidade de ter reconhecido a importância de mestre Didi, que ao logo da sua vida se dedicou a preservação e a defesa da cultura afro-brasileira”.

No mesmo dia, o viaduto que cruza a Avenida Orlando Gomes, que dá acesso também ao terreiro recebeu o nome de Deoscóredes Maximiliano dos Santos, artista plástico e sacerdote afro-brasileiro, mestre Didi. O secretário da Casa Civil, Bruno Dauster “desde que nos trouxe a ideia de se tombar essa casa e dá o nome do mestre Didi ao viaduto para que ele tivesse uma presença pública e bem marcante abraçamos essa ideia e conversamos com o governador, que imediatamente disse que o faria. Ficamos extremamente felizes no dia do centenário do mestre Didi celebramos à sua memória e na luta pela preservação da cultura afro-brasileira iniciada, neste espaço, por ele”, declarou.

Na cerimônia também teve exposições das obras do mestre Didi, a banda DNA, o cantor e compositor Gerônimo Santana e entrega de certificados dos cursos promovidos pela Sociedade Cultura e Religiosa Ilê Axé Asipá.

Mestre Didi: Deoscóredes Maximiliano dos Santos  nasceu em 1917, em Salvador, na Bahia. Fundador da Sociedade Cultural e Religiosa Ilê Axé Asipá, foi artista plástico brasileiro, negro e escritor, considerado um dos mais importantes babalorixás do país. Ele morreu com 95 anos, em 2013.

Assessoria de Comunicação – IPAC, em 05.12.2017

Assessora responsável: Alexsandra de Alcantara Santos

Texto e entrevista: Newton Soares

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