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Bahia sedia o mais importante encontro de Arte Rupestre da sua história

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Evento internacional contempla as realizações simultâneas do 5º Seminário de Arte Rupestre da Universidade Federal da Bahia e a 3ª Reunião da Associação Brasileira de Arte Rupestre – ABAR, com apoio do Governo do Estado da Bahia e SecultBa/IPAC, a partir desta segunda-feira, dia 23, na cidade de Lençóis, Chapada Diamantina, com especialistas mundialmente reconhecidos

 

Originária de bacia sedimentar com 1,6 bilhão de anos, soerguida em camadas de arenitos, conglomerados e calcários, totalizando 38 mil quilômetros de serras, algumas com mais de mil metros de altura acima do nível do mar, a Chapada Diamantina (BA), considerada uma das mais ricas regiões do Brasil em cavernas, pinturas rupestres, fósseis vegetais e animais, entre outros vestígios arqueológicos, recebe a partir desta segunda-feiradia 23 de agosto (2010) até dia 25 (quarta-feira), o mais importante evento internacional de Arte Rupestre já realizado no estado da Bahia.

 

O encontro internacional, que acontece no auditório Afrânio Peixoto da Fundação Pedro Calmon e no hotel Portal de Lençóis, ambos na cidade de Lençóis, Chapada Diamantina, é uma realização da Universidade Federal da Bahia (Ufba) com apoio do Governo da Estado da Bahia, através do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Ipac) e secretaria estadual de Cultura (SecultBA), estando a organização geral à cargo do Grupo de Pesquisa Bahia Arqueológica – Ufba/CNPQ e Instituto Julio Cesar Mello de Oliveira. Também apóiam o evento a Prefeitura Municipal de Lençóis através da sua secretaria de Cultura e Turismo, Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb), Fundação Pedro Calmon e agência Volta ao Parque.

 

Tendo como temática principal “Os múltiplos olhares sobre a arte rupestre”, o encontro reúne, simultaneamente, o 5º Seminário de Arte Rupestre da Universidade Federal da Bahia (Ufba) e a 3ª Reunião da Associação Brasileira de Arte Rupestre (Abar), tendo como um dos expoentes a presença da mundialmente reconhecida arqueóloga brasileira Niède Guidon.

 

Com doutorado Arqueologia Pré-histórica pela Universidade Paris I - Sorbonne, na França, Guidon foi Professora da École d´Hautes Études em Sciences Sociales de Paris, fundadora e atual presidente da Fundação do Homem Americano (Fundham), idealizadora do Parque Nacional da Serra da Capivara e atual presidente da Organização Internacional para o Estudo e Preservação da Arte Rupestre. Ela passou a ser referência mundial obrigatória quando com suas pesquisas e achados arqueológicos mostrou que o povoamento do continente americano aconteceu muito antes do que se imagina e é difundido.

 

Enquanto as teorias mais conhecidas aceitam que os primeiros humanos chegaram às Américas há 15 mil anos, alguns sítios arqueológicos de Guidon reúnem artefatos que datam de 50 mil anos atrás, ou seja, vestígios humanos de 30 mil anos antes do que é aceito normalmente. Com grande equipe de trabalho e inúmeros projetos em andamento, Guidon reescreve assim a versão corrente da história demográfica do homem no planeta, enquanto o acúmulo de evidências arqueológicas fortalece cada vez mais as suas hipóteses.

 

Participam ainda, o subdiretor do Museu de História Natural de Paris, Dr. Denis Vialou e a Professora do Instituto de Paleontologia Humana de Paris, Dra. Agueda Vilhena Vialou, coordenadora da Missão Francesa de Arqueologiaem Mato Grosso. AsProfessoras Anne Marie Pessis e Gabriela Martin da UFPE, especialistas de arte rupestre da Universidade Federal de Pernambuco, também participarão de mesas redondas.

 

POLÍTICA PÚBLICA – O encontro integra as ações que o Governo do Estado da Bahia, vem realizando através do IPAC/SecultBA para desenvolver políticas públicas de preservação dos patrimônios arqueológicos da Bahia e atender expectativas do 1º Fórum de Patrimônio Material da Bahia, realizado em maio de 2008 sob promoção do IPAC/Secult-BA, na cidade de Lençóis, que recomendou a criação de um plano de manejo e um roteiro de visitação dirigida aos patrimônios materiais da Bahia. Desde então o IPAC realiza visitas seqüenciadas aos municípios da Chapada, promove cursos, seminários e oficinas de educação patrimonial, assina acordos, cooperações técnicas e parcerias com prefeituras municipais e com iniciativas como esta, da Ufba/Grupo de Pesquisa Bahia Arqueológica/CNPQ.

 

Para o secretário de Cultura, Márcio Meirelles, a Bahia é um dos estados brasileiros mais ricos em edificações significativas e sítios arqueológicos. “Nosso estado dispõe de extensa quantidade e qualidade de patrimônio material, como as construções seculares tombadas, pinturas rupestres, fósseis arqueológicos ou grutas”, diz Meirelles. O diretor geral do IPAC, Frederico Mendonça, explica que apesar da reconhecida riqueza patrimonial e arqueológica dessa região, faltavam ações de articulação entre as esferas governamentais e a sociedade civil que possibilitem a salvaguarda permanente e o usufruto desses patrimônios culturais e ambientais.

 

“Além de mobilização e informação técnica e valorização desses patrimônios arqueológicos, paleontológicos, naturais, paisagísticos e arquitetônicos, com essas iniciativas o governo estadual está formando uma rede voltada à conservação e promoção do patrimônio cultural da Bahia”, explica Mendonça. O diretor do Instituto alerta ainda da urgência dos gestores municipais conhecerem melhor os patrimônios arqueológicos dos seus municípios, criarem legislações próprias de preservação e políticas públicas efetivas que aglutinem as populações locais, organizações não-governamentais e órgãos públicos lá sediados.

 

Com os encontros fóruns e seminários que apóia, o IPAC/SecultBA pretende fomentar a criação de instrumentos normativos para a proteção e a promoção dos bens patrimoniais, catalogar e mapear esses mananciais, para, finalmente, explorar adequadamente e com segurança ambiental o turismo nessa região. “Essas são premissas básicas para a proteção, conservação e aproveitamento sustentável desses recursos, que, em última instância, serão transformados em vetores de desenvolvimento econômico e social desses municípios”, diz o diretor do IPAC.

 

“Com um circuito patrimonial, ambiental e turístico construído conjuntamente pelos poderes públicos federal, estadual e municipais, essa proposta pode trazer benefícios concretos para a preservação do patrimônio cultural e ambiental, além de novas perspectivas para o desenvolvimento econômico e social dessa importante região na Bahia”, completa Mendonça.

 

ARTE RUPESTRE - De acordo com o professor Carlos Etchevarne, do departamento de Antropologia da Ufba e coordenador geral deste evento internacional, pretende-se apresentar novos dados de pesquisas realizadas no Brasil, assim como, discutir enfoques conceituais ou metodológicos já utilizados em outros países, que permitam avançar na reflexão sobre esse tipo particular de patrimônio arqueológico que é a Arte Rupestre.

 

Já em sessões específicas serão analisados os posicionamentos das comunidades de não-especialistas com relação aos sítios de pinturas e gravuras arqueológicas. Segundo Etchevarne a relação entre as comunidades contemporâneas que se defrontam com grafismos rupestres não passa unicamente pela questão de preservação dos sítios e de seu entorno. “Podemos admitir que a noção de patrimônio esteja mais próxima da apropriação feita pelas comunidades do que algumas classificações técnicas de especialistas”, diz o especialista.

 

Entre os especialistas internacionais presentes no evento estão a professora Ágüeda Vilhena Vialou, pesquisadora do Museum d´Histoire Naturelle de Paris e coordenadora da Missão Arqueológica Franco-Brasileira que atua, desde há 20 anos, em Mato Grosso. Sua obra referente a sítios de Pinturas e Gravuras é vasta, refletindo suas pesquisas no Brasil, na França e em Portugal. Participará da mesa redonda apresentando novos dados sobre sítios de arte rupestre matogrossenses traçando quadro nacional de estilos pictóricos. Já o professor Denis Vialou, é pesquisador e docente do Museum d’Histoire Naturelle de Paris, subdiretor do Museu do Homem, e um dos maiores especialistasem Arte Rupestre do Paleolítico Europeu, e estará nas mesas redondas abordando novas correntes de pesquisa e interpretação sobre a temática rupestre.

 

Participam ainda os pesquisadores Gabriela Martin, professora de Arqueologia e Vice Coordenadora do Programa de Pós-Graduação da Universidade Federal de Pernambuco (Ufpe), Anne Marie Pessis, fundadora e coordenadora da Pós-Graduação em Arqueologia da UFPE, fundadora da Fundação do Homem Americano e ex-consultora da UNESCO para patrimônio cultural em América do Sul, professora Edithe Pereira do Museu Emilio Goeldi (Belém, Pará) do Ministério da Ciência e Tecnologia, além de Roseane Limaverde diretora da Fundação Casa do Homem do Cariri – instituição premiada pela UNICEF e pelo Ministério da Cultura, e Francisco Alemberg da Fundação da Casa do Homem do Cariri, que foi agraciado com a Ordem de Cavalheiro pelo Ministério da Cultura em 2004 por relevantes serviços à área.

 

Acontecerá ainda um minicurso com a professora doutora Marcela Rucq membro do Grupo de Pesquisa Bahia Arqueológica (Cnpq) que trabalha na preparação editorial e na direção fotográfica de publicações de peso, em Arqueologia e, sobretudo, em Arte Rupestre, no Brasil e na Europa. Informações e inscrições através dos contatos institutojcmo@gmail.comwww.bahiarqueologica.com.br

 

CHAPADA DIAMANTINA É definida como uma região de serras, vales e cumes, situada no centro da Bahia, onde nascem quase todos os rios das bacias hidrográficas do Paraguaçu, Jacuípe e Rio de Contas, com formação de quedas d’água, corredeiras e cachoeiras. Na região foi criado um parque nacional, em 1985, administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) do governo federal. A vegetação é exuberante, composta de espécies da caatinga e da florada serrana, com destaque para bromélias, orquídeas e sempre-vivas. As serras abrangem cerca de 38 mil quilômetros quadrados. Depois da formação da bacia sedimentar há cerca de 1,6 bilhão de anos, depositaram-se nessa região sedimentos sob a influencia de rios, ventos e mares. Posteriormente, aconteceu o “soerguimento” acima do nível do mar, e as inúmeras camadas de arenitos, conglomerados, e calcários, da Chapada de hoje, mostram esses depósitos sedimentares primitivos. Os conjuntos arquitetônico-históricos da região também são tombados como patrimônios culturais da Bahia e do Brasil.

 

  • Evento: Encontro Internacional – ARTE RUPESTRE, 5º Seminário de Arte Rupestre da Universidade Federal da Bahia e a 3ª Reunião da Associação Brasileira de Arte Rupestre – ABAR
  • Organização: Grupo de Pesquisa Bahia Arqueológica – UFBA/CNPQ e Instituto Julio Cesar Mello de Oliveira
  • Local: Hotel Portal de Lençóis e Auditório Afrânio Peixoto (Cidade de Lençóis, Chapada Diamantina, Bahia)
  • Data: 23 a 25 de agosto de 2010
  • Contatos: institutojcmo@gmail.com
  • Outras informações e inscrições: www.bahiarqueologica.com.br
  • Apoios: Governo da Bahia/IPAC/SecultBA, FAPESB, CNPQ, Fundação Pedro Calmon, Agência Volta ao Parque

 

PROGRAMAÇÃO:

 

SESSÕES TEMÁTICAS

 

Sessão 1 – Arte rupestre. O olhar do especialista

(Destinado a pesquisadores)

Nesta sessão serão analisadas e discutidas as novas abordagens e os resultados de recursos técnicos aplicados ao estudo da arte rupestre. Serão ensejadas as participações de profissionais que tragam à discussão novos dados de registros de campo, que apresentem revisões de trabalhos com o uso de tecnologias ou procedimentos recentes, que tornem público descobertas de novas áreas com sítios arqueológicos rupestres, entre outros. 

 

Sessão 2 – Arte rupestre. O olhar da sociedade

(Destinado a pesquisadores)

Nesta sessão temática será tratada a relação da pesquisa arqueológica, sobre sítios de pinturas e gravuras rupestres, e as comunidades contemporâneas, especialmente as que moram próximas a eles. Será enfatizada a perspectiva nativa acerca desse tipo de testemunho, gênese, modus operandi, temporalidade e pertinência social, ou seja, todos os aspectos que tenham a ver com a percepção da comunidade de não especialistas. Também esta sessão será o espaço destinado a expor às experiências de caráter social que a pesquisa arqueológica possa ter propiciado, levando em conta que, normalmente, os sítios com pinturas e gravuras se encontram em área rural, com difícil acesso a recursos para satisfazer as necessidades básicas. Neste aspecto, fica em evidência que a noção de patrimônio vincula-se estreitamente à de cidadania plena.

 

Sessão 3 – Arte rupestre. Um olhar diferenciado

(destinado a não especialistas)

Esta sessão está destinada inteiramente à apresentação dos resultados dos trabalhos efetuados pela equipe Bahia Arqueológica da UFBA, com representantes de comunidades dos municípios da Chapada Diamantina, que são parte integrante dos projetos de pesquisa. O foco está destinado a demonstrar a mudança de atitude dos habitantes dos municípios de Lençóis, Palmeiras, Brotas de Macaúbas, Iraquara, Wagner e Morro do Chapéu, enfatizando o valor dos sítios de arte rupestre como patrimônio coletivo.
Sessão 4 – Arte rupestre. O olhar das instituições de proteção patrimonial 

(destinado a representantes de órgãos federais, estatuais e municipais)

Esta seção foi incluída com o objetivo de apresentar as diretrizes atuais dos órgãos públicos de proteção ao patrimônio cultural, apontando as mudanças de perspectivas ocorridas recentemente, em que os aspectos sociais envolvidos no processo de patrimonialização começam a ter igual peso que os posicionamentos técnicos dos especialistas.

 

MESAS REDONDAS

Participantes

 

Prof.ª Dr.ª Niède Guidon - Professora aposentada de École d´ Hautes Étudesem Sciences Sociales de Paris, ex- chefe da missão franco-brasileira no Piauí, fundadora e atual presidente da Fundação do Homem Americano FUNDHAM, professora do Programa de Pós-Graduação em Arqueologia da UFPE, ex-presidente da Associação Brasileira de Arte Rupestre, idealizadora do Parque Nacional da Serra da Capivara e atual coordenadora das pesquisas da FUNDHAM. Atual presidente da IFRAO (organização internacional para o estudo e preservação da arte rupestre)

 

Prof.ª Dr.ª Gabriela Martin - Professora de Arqueologia da UFPE. Fundadora e Vice Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Arqueologia da UFPE, fundadora e atual presidente da Fundação Seridó de Rio Grande do Norte, Fundadora e ex-Presidente da Sociedade de Arqueologia Brasileira, fundadora do Núcleo de Pesquisas Arqueológicas da UFPE. Especialistaem Arte Rupestre. Autora de livro fundamental sobre Pré-História do Nordeste.

 

Prof.ª Dr.ª  Anne Marie Pessis - Professora da UFPE. Fundadora e Coordenadora da Pós-Graduação em Arqueologia da UFPE, fundadora da Fundação do Homem Americano (FUNDHAM), ex-consultora da UNESCO para patrimônio cultural em América do Sul, ex-presidente da Associação Brasileira de Arte Rupestre. Fundadora e atual Diretora do Instituto do Semi-Árido. Especialistaem Arte Rupestre. Autora de livro de referência sobre Arte Rupestre da Serra da Capivara.

 

Profa. Dra. Ágüeda Vilhena Vialou - Docente e Pesquisadora do Museum d´Histoire Naturelle de Paris é coordenadora da Missão Arqueológica Franco-Brasileira que atua, desde há 20 anos,em Mato Grosso. Sua obra referente a sítios de Pinturas e Gravuras é vasta, refletindo suas pesquisas no Brasil, na França eem Portugal. Participará da mesa redonda apresentando os novos dados sobre os sítios de arte rupestre matogrossenses traçando um quadro nacional de estilos pictóricos.

 

Prof. Dr. Denis Vialou - Pesquisador e docente do Museum d’Histoire Naturelle de Paris, Sub-diretor do Museu do Homem, é um dos maiores especialistas em arte rupestre paleolítico europeu. Publicou artigos em revistas especializadas e é autor de livros de referências na temática de arte rupestre. Ademais tem ampla experiência de trabalhos arqueológicos no Brasil (São Paulo e Mato Grosso). Formará parte das mesas redondas abordando as novas correntes de pesquisa e interpretação sobre a temática rupestre.

 

Dra. Edithe Pereira - Pesquisadora Titular do Museu Emilio Goeldi (Belém, Pará) do Ministério da Ciência e Tecnologia. Área de atuaçãoem Arqueologia Amazônica, com ênfaseem Arqueologia Pré-Histórica, atuando principalmente nas áreas de arte rupestre, patrimônio arqueológico e arqueoturismo.

 

Dra. Roseane Limaverde - Pesquisadora em Arqueologia, especializadaem Arte Rupestre. Diretora da Fundação Casa do Homem do Cariri (CERA), instituição premiada pela UNICEF e pelo Ministério da Cultura. Coordena um programa destinado à preservação de sítios de arte rupestre, com participação das comunidades rurais.

 

Prof. Francisco Alemberg de Souza Lima - Pesquisador sobre cultura Popular e Fundador da Fundação Casa do Homem do Cariri, recebeu a Ordem de Cavalheiro pelo Ministério da Cultura em 2004. Tem trabalhado em programas de em ações culturais junto a comunidades rurais e em bairros populares, especialmente com tradições musicais e literárias. Atualmente desenvolve um projeto junto a comunidades que moram em torno dos sítios arqueológicos de arte rupestre. Participará como palestrante na sessão dedicada a ações culturais, apresentando a Experiência da Fundação da Casa do Homem do Cariri.

 

Minicurso

 

Dra. Marcela Rucq. Professora universitária, designer gráfica, arquiteta, membro do Grupo de Pesquisa Bahia Arqueológica (CNPQ), tem trabalhado na preparação editorial e na direção fotográfica de publicações de peso, em Arqueologia e, sobretudo,em Arte Rupestre, no Brasil e na Europa. Pela sua experiência no campo arqueológico tem refletido sobre as dificuldades existentes nos estudos para a representação gráfica de arte rupestre e lança uma proposta de modelo a ser seguido para que o registro seja inteligível para qualquer profissional. A sua participação em uma mesa redonda trará a formatação conceitual e técnica para esse modelo de registro gráfico na arte rupestre.

 

Comunicações para as sessões temáticas

- Pesquisadores de diversas partes do Brasil

- Representantes de agentes patrimoniais de comunidades da região da Chapada Diamantina.

 

1º dia – 23/08

08:00 h – Credenciamento

Inscrição e entrega de material do evento

Local: Portal de Lençóis

 

08:30 h – Abertura Oficial

Mesa de abertura:

Frederico Augusto Mendonça – IPAC

Carlos Etchevarne – Grupo de Pesquisa Bahia Arqueológica

Niède Guidon – Presidente da ABAR

Marcos Airton – Prefeito de Lençóis

Local: Portal de Lençóis

 

09:00 h – Palestra de Niéde Guidon

Um olhar sobre a Serra da Capivara

Local: Portal de Lençóis

 

9:45 h – Mesa 1: Arte rupestre. O olhar do especialista

Mediador: Águeda Vilhena Vialou

Gabriela Martin

Niéde Guidon

Anne-Marie Pessis

Local : Portal de Lençóis

 

10 h – Mesa 2: Arte Rupestre. O olhar das instituições de proteção patrimonial

Mediador: Carlos Costa

Maria Clara Migliaccio

Maria Lúcia Franco Pardi

Frederico Augusto Mendonça

Local: Auditório Afrânio Peixoto

 

12:30  h – Almoço livre

14:00 – 17:00 h Sessão de comunicações coordenadas

Coordenação: Fabiana Comerlato

Local: Hotel Portal de Lençóis

Horários das comunicações:

14:00 – 14:20 h. Perspectivas da comunidade sobre as pinturas rupestres na região do Seridó: o caso do Município de Carnaúba dos Dantas – RN. Ana Catarina Torres Ramos, Lívia Blandina, Cláudia Oliveira

14:20 – 14:40 h. O patrimônio arqueológico rupestre no agreste pernambucano: a comunidade em foco. Claristella Alves dos Santos, Viviane Maria C. de Castro, Marinete Neves Leite

14:40 – 15:00 h. Intervenção de Conservação em um sítio da Tradição Nordeste do PARNA Vale do Catimbau. Maria Conceição S. Meneses Lage, Welington Lage, Luís Carlos Duarte Cavalcante, Laiane Moura

15:00 – 15:20 h. Da variabilidade estilística nos petróglifos do Baixo Rio Negro, Amazonas, Brasil. Raoni Valle

15:20 – 15:40 h. Sítios Pedra do Letreiro e Toca do Adão: gravuras como referência de identidade cultural. Ana Luisa Meneses Lage, Jacionira Coêlho Silva, Ana Clélia Barradas Correia, Igor Linhares de Araújo

15:40 – 16:00 h. Múltiplas vozes na (re)significação de sítios de arte rupestre: ritos cristãos e habitabilidade. Marcélia Marques

16:00 – 16:20 h. As pinturas rupestres da Serra de Monte Alto: subsídios para a criação do Parque Arqueológico e Natural da Serra dos Montes Altos – Bahia. Joaquim Perfeito da Silva 

16:20 – 16:40 h. Arte Rupestre da Fazenda Mundo Novo: o olhar da comunidade. Suely Gleyde Amancio Martinelli

16:40 – 17:00 h. Representações gráficas pintadas na Serra de Isabel Dias, Morro do Chapéu. Alvandyr Dantas Bezerra, Luydy Fernandes, Carlos Etchevarne

15:00 h Oficina: Aprimorando o olhar. Meios de registros e comunicação no estudo da arte rupestre (Auditório Afrânio Peixoto com inscrição limitada)

18:30 h – Assembléia da ABAR (associados)

 

 

2º dia – 24/08

08:30 h Mesa 3: Arte rupestre. O olhar do especialista

Mediador: Anne-Marie Pessis

Águeda Vilhena Vialou

Denis Vialou

Edith Pereira

Local: Portal de Lençóis

 

08:30 h Mesa 4: Arte rupestre. O olhar da sociedade

Mediador: Gabriela Martin

Carlos Etchevarne

Rosiane Limaverde

Maria da Conceição Lopes

Jacionira Coelho Silva

Local: Auditório Afrânio Peixoto

 

12:30 h – Almoço livre

14:00 – 17:00 h Sessão de comunicações coordenadas

Coordenação: Luydy Fernandes

Local: Hotel Portal de Lençóis

Horários das comunicações:

14:00 – 14:20 h. Arqueologia Interativa e a digitalização da Pedra do Ingá, PB – resultados preliminares. Carlos Xavier de Azevedo Netto, Liliane dos Santos Machado, Ronei Marcos de Moraes, Thaise Kelly Lima Costa

14:20 – 14:40 h. Um olhar sobre as gravuras históricas da Bahia. Fabiana Comerlato, Luydy Abraham Fernandes, Carlos Alberto Santos Costa

14:40 – 15:00 h. A arqueologia de sítios submersos de registro rupestre. Luis Felipe Freire Dantas Santos

15:00 – 15:20 h. Em busca da construção de cenários sociais: os sítios rupestres do norte da Chapada Diamantina, Bahia. Carlos Alberto Santos Costa

15:20 – 15:40 h. Socialização de Sítios Rupestres – a gestão em Riachuelo/RO. Maria Lúcia Franco Pardi

15:40 – 16:00 h. Arte rupestre e teoria das redes: o caso da Toca do Pepino. Grégoire van Havre

16:00 – 16:20 h. Um patrimônio restaurado e seu significado. Francisco Alemberg de Souza Lima

16:20 – 16:40 h. Símbolos na arte rupestre, construção semântica de uma linguagem não verbal: uma proposta de análise. Carolina Machado Guedes

16:40 – 17:00 h. Apropriação e ressignificação da arte rupestre por comunidades contemporâneas: o caso do Município de Beneditinos – PI. Domingos Alves de Carvalho Júnior

14:00 – 17:00 h Fórum de discussão. Arte rupestre. Um olhar diferenciado.

Coordenação: Alvandyr Dantas Bezerra

15:00 h Oficina: Aprimorando o olhar. Meios de registros e comunicação no estudo da arte rupestre (Auditório Afrânio Peixoto com inscrição limitada)

18:00 h Leitura, discussão e assinatura do Manifesto de Lençóis (lançamento de Campanha Nacional de Preservação de Sítios de Arte Rupestre)

18:30 h Encerramento

 

3º dia – 25/08

Complexo de sítios de pinturas Serras das Paridas

8:30 h Continuação da oficina com aulas práticas na Serra das Paridas (unicamente para participantes da oficina)

9:00 h Saída para visitação da Serra das Paridas I

12:30 h Retorno a Lençóis

 

 

Assessoria de Comunicação – IPAC – em 20.08.2010

Contato: jornalista responsável Geraldo Moniz (1498-MTBa) – (71) 8731-2641

Contatos ASCOM/IPAC: (71) 3116-6673, 3117-6490, ascom@ipac.ba.gov.br.

Acesse: www.ipac.ba.gov.br