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Azulejos portugueses de 207 anos ganham intervenção, em Salvador

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Painel de azulejos portugueses (1730) ameaçado de extinção vai ser resgatado pelo IPAC, mesmo o Convento de São Francisco (1587) sendo de responsabilidade do IPHAN/MinC

Um dos monumentos artístico-arquitetônicos mais importantes do Brasil, o Convento de São Francisco, originário de 1587 e localizado no Centro Histórico de Salvador, vai receber ação emergencial do Governo do Estado da Bahia, via Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC) da Secretaria de Cultura (SecultBA). Até o final de agosto (2017) será iniciada intervenção preventiva no conjunto de painéis de azulejos portugueses do século XVIII da Ordem 3ª de São Francisco. O conjunto arquitetônico, incluindo bens móveis e artísticos, é de propriedade dessa congregação católica e tombado como Patrimônio do Brasil desde 1939 sob responsabilidade do Governo Federal, via Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) do Ministério da Cultura (MinC).

“Mesmo não tendo responsabilidade legal direta para com monumento, o diretor do IPAC, João Carlos, teve a sensibilidade de nos visitar e oferecer ajuda; este é um tesouro secular que estava se perdendo”, afirma Jayme Baleeiro Neto, diretor executivo da Ordem terceira de São Francisco. O investimento emergencial do IPAC será de R$ 10 mil com recursos próprios e servirá como conservação inicial, necessitando depois que a Igreja ou o IPHAN façam a restauração completa. “Trata-se de um Bem Cultural Nacional de valor inestimável de azulejos feitos em Portugal durante o reinado de D. João V, entre 1730 e 1750; a área de intervenção cobre 85 metros quadrados”, explica o diretor geral do IPAC, João Carlos de Oliveira.

VISTORIA TÉCNICA – Na última quinta-feira (27) a equipe do IPAC realizou vistoria aos azulejos. “Existe infiltração que vem das calhas, e este pode ser um dos motivos dos azulejos estarem caindo da parede. A umidade é sempre vilã. As instalações precisam ser revistas. Quanto mais a área for preservada e coberta evitará esse tipo de degradação”, relata a restauradora do IPAC, Célia Moura, que coordenou a vistoria técnica. Segundo ela, após a revisão das infiltrações na estrutura do prédio, será necessário retirar os azulejos, fazer trabalho de dessalinização e colocação de placas de isolamento entre a parede e os azulejos”, afirma a especialista.

Segundo a direção da Ordem, há mais de 15 anos que os azulejos não recebem manutenção. “Eles estão descascando em diversos pontos por ação do sol, do salitre e de infiltrações nas paredes”, conta Baleeiro. Responsável pela administração e conservação da igreja tombada pelo IPHAN, a Ordem informa não possuir recursos para o restauro. Baleeiro diz que faz contato com o IPHAN desde 2015 para alertar sobre a situação, mas não obteve resposta. Atualmente, o IPHAN/MinC restaura a Catedral Basílica de Salvador (Terreiro de Jesus), Palácio Arquiepiscopal (Praça da Sé), além de ter terminado as igrejas de São Domingos e de São Pedro dos Clérigos, ambas no Terreiro e tombadas pelo órgão federal.

PARCERIAS – O IPAC atua sobre edificações da sua propriedade, ocupadas por suas diretorias ou que tenham recebido a chancela de tombamento, em Salvador ou interior do estado. “Imóveis e áreas como o Palacete das Artes (Graça), Museu de Arte da Bahia (Corredor da Vitória), Passeio Público (Campo Grande), Praça das Artes e Solar Ferrão (Pelourinho), dentre dezenas de outros, dispõem de manutenção permanente do IPAC”, diz o dirigente estadual, João Carlos. Ele lembra, que o IPAC tem feito ainda parcerias com prefeituras e organizações governamentais para orientação, obras e fiscalização como forma de continuar trabalhos em momento de crise econômico-financeira em todo o país.

O diretor do IPAC destaca a necessidade de parceria. “Ninguém faz nada só; em momentos de crise, a união e parcerias são fundamentais”, completa. Dentre as parcerias do IPAC estão as realizadas nos municípios de Xique-Xique, Itacaré, Piatã e Cairu. “Estamos agora inaugurando a implantação do Museu da Fortaleza de Morro de São Paulo, um dos destinos turísticos mais importantes da Bahia”, finaliza. Conheça livros/IPAC: http://goo.gl/CDv6q3. Museus: www.ipac.ba.gov.br/museus. Assista vídeos: http://bit.ly/2n1mrVZ. Fique informado: www.ipac.ba.gov.br, facebook Ipacba Patrimônio, twitter @ipac_ba e instagram @ipac.ba.

Crédito Fotográfico obrigatório Lei nº 9610/98 – Jefferson Vieira

Assessoria de Comunicação – IPAC, em 31.07.2017

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