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Atividade no Centro Cultural Solar Ferrão lembra a importância da cultura indígena

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“Fico emocionada quando me perguntam sobre a importância da coleção de instrumentos musicais indígenas. Os povos indígenas são muito importantes para nossa cultura e eu, como musicista, sempre valorizei a questão dos instrumentos. Eu coloquei o nome da sala de ‘Som dos Esquecidos’ por conta da invisibilidade que esses povos têm na nossa sociedade”. Assim a etnomusicóloga Emília Biancardi resumiu a importância de atividades em homenagem aos indígenas como a que foi realizada na manhã de 30/04 na Coleção de Instrumentos Musicais Tradicionais Emília Biancardi, em cartaz no Centro Cultural Solar Ferrão (Pelourinho).

 

A palestra de Emília fez parte da programação especial promovida pela Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA) para o evento “Cultura Indígena em Foco”, que aconteceu de 26 a 30 de abril, no Pelourinho, em comemoração ao Dia do Indígena (19/4).  A palestra, acompanhada de breve apresentação da Orquestra Museofônica, foi um convite do Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI). “É responsabilidade do CCPI atuar em diversas culturas. Aproveitamos o mês de abril para dar destaque para os primeiros povos dessa terra (os indígenas). Convidamos Emília Biancardi para realizar uma palestra por conta da sua vasta experiência na música e na cultura indígena”, disse André Reis, diretor do CCPI.

 

“Eu e Emília já trabalhamos juntas aqui no Solar Ferrão por algum tempo. Eu conheci a Orquestra Museofônica e me apaixonei. A partir disso iniciei uma pesquisa sobre a Orquestra Afro Brasileira criada pelo Colégio Severino Vieira”, disse Eleonor Correia, do colégio que ainda levou seus professores e alunos do 6° ano.

 

No evento, Biancardi deu destaque, por exemplo, aos monocórdios de boca (instrumento usado por indígenas do Amazonas) e convidou o público a cantar junto duas músicas dos Camaiurás (povos indígenas do Alto Xingu) com as flautas jacuí (instrumento cerimonial usado pelos Camaiurás em ocasiões especiais), acervo que faz parte de sua pesquisa durante sua moradia com esses povos.

 

Pesquisadora reconhecida internacionalmente, compositora, escritora e colecionadora, Biancardi doou para o Estado a sua coleção de 227 instrumentos musicais produzidos por povos tradicionais de diversos países do mundo, como México, Colômbia, Suriname e Cordilheira dos Andes, Espanha, Gana, Senegal, Congo, Madagascar, Níger, Zaire, Etiópia, Arábia Saudita, Tailândia, Bahamas, Japão e Nepal, dentre outros. Além de estados brasileiros como Amazonas, Alagoas, Pernambuco, Espírito Santo, Bahia, Ceará e do Parque Nacional do Xingu.

 

A Coleção de Instrumentos Musicais Tradicionais Emília Biancardi apresenta um acervo com mais de mil peças coletadas e recriadas nos cinco continentes, com destaque especial para os instrumentos musicais indígenas brasileiros, além dos africanos e afro-brasileiros. Aberta ao público, a mostra pode ser conferida de terça a sexta-feira das 10h às 17h e sábado das 13h às 17h, no Centro Cultural Solar Ferrão (Pelourinho).

 

Considerada como um verdadeiro museu cênico, a Orquestra Museofônica foi criada em 2012 e surgiu a partir da ideia da museóloga Ana Liberato em criar uma orquestra com os colaboradores dos museus sob a direção da DIMUS/IPAC, objetivando um aprendizado sobre o manuseio e conhecimento de instrumentos musicais, suas possibilidades, musicalidades, histórico, restauração e a possível recriação.

 

O Centro Cultural Solar Ferrão - Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), o casarão construído entre o fim do século XVII e início do XVIII possui seis andares e abriga a Galeria Solar Ferrão, o Museu Abelardo Rodrigues e quatro coleções: a coleção de Arte Popular (ampliada pela arquiteta Lina Bo Bardi) que reúne peças representativas da cultura popular do Nordeste coletadas entre as décadas de 50 e 60; a Coleção de Arte Africana Claudio Masella, que mostra a riqueza estética e a diversidade da produção cultural africana do século XX; a Coleção de Instrumentos Musicais Walter Smetak, suíço que marcou a história da música brasileira, influenciando movimentos como a Tropicália; e a Coleção de Instrumentos Musicais Tradicionais Emília Biancardi. O Solar Ferrão integra os espaços administrados pela Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (DIMUS/IPAC), da Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA). Entrada grátis. Endereço: Rua Gregório de Mattos, 45 – Pelourinho, Salvador (BA). Contato: (71) 3116- 6743.

 

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