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“Amor é experiência fundante do humano”, diz psicanalista que faz palestra amanhã (4), às 18h, no MAB

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O que é o amor? Qual seu território? Quais seus níveis, implicações e experiências? Essas e outras perguntas serão discutidas na palestra ‘Nomes, Lugares e Sentidos do Amor’, com a psicanalista Maria Eunice Santos, amanhã (4), às 18h, no Museu de Arte da Bahia (MAB), integrando o projeto ‘Diálogos Contemporâneos’ do museu. “Minha última conferência foi em fevereiro sobre ‘O Luto, os desperdícios, as perdas, as mortes que não se pranteiam’, agora trago o tema do amor”, relata Maria Eunice.

 

Ela coordena o Espaço Psicanalítico Interdisciplinar em Salvador, onde forma grupos de estudos, faz seminários e dá supervisões para leigos interessados em questões contemporâneas do psiquismo, além de psicólogos, psiquiatras e terapeutas de várias origens teóricas. Foi professora do Departamento de Psicologia/UFBA, é membro de sociedade no Rio de Janeiro e do Psychanalyse Actuelle de Paris (França). “O amor é uma experiência fundante do humano e também experiência constitutiva paradoxal já que fortalece o ser que ama e o torna vulnerável ao mesmo tempo”, destaca Maria Eunice.

 

MUNDO DIGITAL – Outra abordagem que tem interessado cada vez mais o público contemporâneo, é como o amor funciona com o advento das relações virtuais. “No mundo digital, as ações relacionadas ao amor em algumas vertentes podem ser tão calculistas como os casamentos arranjados da aristocracia, buscando-se as melhores vantagens e o mínimo de susto”, sugere. Segundo ela, na sua experiência como analista, o amor e com todas suas expectativas, está sendo operado os mesmos deslocamentos, metonímias, metáforas que estão nas clássicas formações do inconsciente. “Sonhos, atos falhos e sintomas, com o mesmo nível de opacidade e inesgotável perlaboração”, afirma.

 

O projeto ‘Diálogos Contemporâneos’ foi idealizado pelo diretor do MAB, Pedro Arcanjo, em maio de 2015 com objetivo da produção artística dialogar com sociedade, outras linguagens e áreas de conhecimento. “A ideia do projeto é fazer com que as pessoas venham para ao museu, ocupem esse espaço que preserva o passado, discutam o presente e apontem perspectivas para o futuro”, diz Arcanjo. O MAB é um dos museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC) da Secretaria de Cultura (SecultBa) (www.ipac.ba.gov.br/museus).

 

TRAUMA e MITOLOGIA – “O amor pode ser traumático para o Eu, que se ergue buscando certezas, terrenos planos, contornos claros. Ele constitui o Eu. Dá-lhe base e ao mesmo tempo o dilacera nos momentos de horror. Ele borra os contornos desenhados com esmero. Ele superdesenha os contornos”, elabora a psicanalista. Ela lembra que depende das culturas, das épocas, das relações de poder, das ideologias. Assim como, depende dos preconceitos e dos valores de uma determinada sociedade.

 

Para ela, cada ser tem sua mitologia individual do amor, a partir da imagem de si, dos ideais fantasmáticos da sua própria origem. “Incluindo aí como se forja sua inserção no mundo, a sua necessidade e demandas especulares. O amor não cai do céu. Ele é fruto de muitas injunções que se imbricam e problematizam”, finaliza. Já participaram do projeto ‘Diálogos’ do MAB, professores como Renato da Silveira, Antonio Saja, Cecília Hurley Griener, Nelson Pretto, Marcos Palácios e Messias Guimarães Bandeira, dentre outros. Conheça os museus do IPAC: www.ipac.ba.gov.br/museus. Assista aos vídeos: http://bit.ly/2n1mrVZ. Acesse:www.ipac.ba.gov.br, facebook Ipacba Patrimônio, twitter @ipac_ba e instagram @ipac.ba.

 

SERVIÇO

O quê: Palestra ‘Nomes, Lugares e Sentidos do Amor’

Quem: Psicanalista Maria Eunice Santos

Onde: MAB - Av. Sete de Setembro, 2340, Corredor da Vitória, tel. 71 3117-6902

Quando: amanhã, sexta-feira (4), às 18h

Entrada gratuita

 

Crédito Fotográfico obrigatório Lei nº 9610/98 – Geraldo Moniz

 

Assessoria de Comunicação – IPAC, em 03.07.2017

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