IPAC - Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia

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Museus e Equipamentos

MUSEUS

Criada em 1972, a Diretoria de Museus (DIMUS) era vinculada à Fundação Cultural do Estado da Bahia. No ano de 2003, passou a integrar o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC). Desde então, tem os seguintes espaços vinculados a sua estrutura: Solar Ferrão, Museu Tempostal, Museu Udo Knoff de Azulejaria e Cerâmica e Museu do Palácio da Aclamação, em Salvador, além do Museu do Recôncavo Wanderley Pinho, em Caboto, e Parque Histórico Castro Alves, em Cabaceiras do Paraguaçu. Também possui convênio com o Museu do Recolhimento dos Humildes, situadoem Santo Amaro.

A Diretoria de Museus fornece subsídios às atividades de preservação, conservação, restauro e museografia nos espaços museais, assim como promove a interação com a comunidade através de programas educativos, exposições e ações multidisciplinares de dinamização. Busca também realizar projetos que possam servir de base e proposição para a construção participativa e articulada de uma política pública estadual para a área museológica.

 MAM – Museu de Arte Moderna da Bahia

O Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA) é considerado o principal espaço para a arte contemporânea do estado e um dos mais importantes do país, por onde passa um público aproximado de 200 mil pessoas por ano. Situado no Conjunto Arquitetônico Solar do Unhão, foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), sendo depois, no iní­cio da década de 60, adquirido e restaurado pelo Governo do Estado da Bahia, com projeto arquitetônico de Lina Bo Bardi, para instalar o Museu de Arte e Tradições Populares. A partir de 1966, passou a sediar o Museu de Arte Moderna da Bahia, que já vinha movimentando a cultura baiana desde a sua inauguração em 1960 no foyer do Teatro Castro Alves.

Realizando exposições de artistas locais, nacionais e estrangeiros, o museu conta ainda com uma galeria ao ar livre (o Parque das Esculturas) e uma sala de cinema (o Cinema do MAM). O MAM-BA sedia também eventos artísticos culturais de diferentes linguagens, promovendo o diálogo entre as variadas expressões artísticas, e possui um programa permanente de ações educativas. Buscando aproximar o público ao universo da arte moderna e contemporânea, estas ações acontecem dentro da instituição e em outros espaços externos, como escolas e comunidades.

A coleção do Museu de Arte Moderna da Bahia não se restringe a espelhar o desdobramento, no país, de influências estilísticas das vanguardas europeias e norte-americanas. De maneira mais afirmativa, o conjunto de 1122 peças representa um painel heterogêneo de contribuições de artistas de várias gerações, dos modernistas, como Di Cavalcanti, Tarsila do Amaral, Candido Portinari e Flávio de Carvalho, até os contemporâneos, como Tunga, Waltercio Caldas, Siron Franco, Marepe, Caetano Dias, entre outros. A coleção reflete também a contribuição fundamental dos artistas que fixaram residência na Bahia nas décadas que se seguiram à fundação do museu, como o pintor paulista José Pancetti, o antropológo francês Pierre Verger, o argentino Carybé, o romeno Samson Flexor.

Serviço

End.: Museu de Arte Moderna da Bahia, Av. Contorno, s/n, Solar do Unhão

Informações: 3117 6139 e www.mam.ba.gov.br

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 MAB – Museu de Arte da Bahia

O Museu de Arte da Bahia (MAB), o mais antigo museu do Estado – criado em 1918 – teve a sua primeira sede no Campo Grande, no Solar Pacifico Pereira (onde hoje se encontra o Teatro Castro Alves), tendo aí permanecido de 1931 a 1946.
 
Após a compra, em 1946, das coleções de artes decorativas e da casa residencial que pertenceram ao Dr. Góes Calmon, o Museu do Estado, (assim denominado) passou a ter um novo perfil, conferido pelo Prof. José Valadares, – seu 1º diretor – que esteve a frente desta Instituição – de 1939 a 1959 – tendo projetado-o no âmbito nacional.
 
Em novembro de 1982 o museu foi transferido para o Palacete da Vitória (antiga sede da Secretaria da Educação) dispondo de amplos espaços para abrigar exposições permanentes e temporárias. O seu acervo é constituído por duas grandes coleções: artes plásticas (pintura e escultura) e artes decorativas, destacando-se peças notáveis do mobiliário baiano, o conjunto de porcelanas orientais e européias – onde se inclui a coleção de louça histórica brasileira – além de cristais, ourivesaria e outras alfaias.
 
O Museu de Arte da Bahia apresenta instalações adequadas à exposição e valorização do seu acervo, distribuídas nesses dois diferentes percursos: artes plásticas e artes decorativas do séc. XVIII a meados do séc.XX; e a múltiplas atividades culturais, como exposições temporárias, cursos, ciclos de conferencias, recitais de música e exibição de filmes de arte. Dispõe de um serviço educativo para atender às escolas e ao público em geral, e organiza visitas programadas com agendamento prévio. Possui ainda uma biblioteca especializada em artes plásticas com cerca de 12 mil livros e periódicos direcionados aos temas de historia da arte, estética, museologia e história baiana.

Visitação: terça a sexta, de 14 às 19h.  Sab e Dom, 14:30 às 18:30h.

Fechado: Segunda, fearidos nacionais/municipais e dias santos

Estacionamento Gratuito.

End.: Av Sete de Setembro, 2340, Corredor da Vitória, Salvador.

Tel.: (71) 3117-6902 / 3336-9450

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 Museu Tempostal

Inaugurado em 1997, o Museu Tempostal apresenta aproximadamente 40 mil imagens, entre postais, estampas e fotografias, sendo 30 mil oriundas da coleção reunida pelo sergipano Antônio Marcelino do Nascimento (13.06.1929 – 22.11.2006). As peças, datadas do final do século XIX e meados do século XX, representam imagens de valor histórico, artístico e documental, não só da Bahia e do Brasil, mas também de diversos países do mundo, sobre as mais variadas temáticas.

Destacam-se nas coleções as imagens representativas da Bahia Antiga, retratadas por fotógrafos estrangeiros e nacionais de renome entre o fim do século XIX e 1930, os cartões-postais da Belle Époque, pela beleza e variedade dos materiais utilizados na confecção das peças, e as Estampas do Sabonete Eucalol. Lançadas pela Perfumaria Myrta em 1927, eram objeto de fascínio entre os jovens da época. Por apresentar textos explicativos sobre vários temas nas estampas, o sabonete ficou conhecido como “fragrância do saber”.

O Museu está instalado em um sobrado do século XIX, antiga residência de um comerciante português, o Conde Pereira Marinho. Sua construção de paredes em alvenaria e pedra constitui um atrativo a mais para o visitante.

Visitação: terça a sexta, de 10 às 18h. Finais de semana e feriados, das 13 às 17h. 

End.: Rua Gregório de Matos, 33, Pelourinho, Salvador.

Tel.: (71) 3117- 6383

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Museu Udo Knoff de Azulejaria e Cerâmica

Primeiro do gênero no Brasil, o Museu Udo Knoff de Azulejaria e Cerâmica foi fundado em 1994 para preservar e expor o rico acervo organizado pelo ceramista alemão Horst Udo Knoff (20.05.1912 – 07.06.1994). Além das obras de autoria do próprio Udo, reúne azulejos portugueses, espanhóis, franceses, ingleses, holandeses e italianos, datados dos séculos XVI ao XX, e criações de representativos artistas locais como Jenner Augusto, Genaro de Carvalho, Sante Scaldaferri, Calasans Neto e Carybé.

O imóvel no qual funciona o Museu, administrado desde 2003 pela Diretoria de Museus do IPAC, é uma construção originária do século XVIII. A partir de 2009, o espaço ganhou uma nova proposta expográfica. No primeiro andar do casarão, a coleção de Udo mantém-se como a principal atração do museu, com renovações de recortes expositivos do próprio acervo. O térreo do prédio apresenta exposições temporárias de artistas ceramistas contemporâneos, que proporcionam ao público visitante uma leitura mais completa da produção da cerâmica e suas diversas possibilidades plásticas.

Visitação: terça a sexta, de 10 às 18h. Finais de semana e feriados, das 13 às 17h.  

 End.: Rua Frei Vicente, 03, Pelourinho, Salvador.

Tel.: (71) 3117-6388.

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 Palácio da Aclamação

O Palácio da Aclamação é um dos mais significativos museus casas de Salvador. Transformado em residência oficial dos governadores da Bahia em 1912, o solar oitocentista passou por obras de ampliação projetadas pelo arquiteto italiano Filinto Santoro e foi ocupado oficialmente pelos gestores do Estado entre 1917 e 1967. Desde então, o espaço já sediou despachos do governador, abrigou visitantes ilustres, a exemplo da rainha da Inglaterra, Elizabeth II, em 1968, e se tornou museu em 1991.

 Mobiliários em estilo D. José I e Luiz XV, objetos de bronze, porcelana e cristal, tapetes persas e franceses, além de pinturas de paredes e forros criados pelo artista baiano Presciliano Silva, compõem o acervo do palácio, que é distribuído por dois pavimentos. No térreo, estão situados o Salão Nobre, com monumental lustre de cristal bacarat e bronze, saguão com decoração neoclássica, e Salão de Banquetes. Dormitório, sala de almoço, capela e copa integram o andar superior. Atualmente, o museu passa por reformas e está fechado para visitação.

 End.: Av. Sete de Setembro, 1.330, Campo Grande, Salvador. 

  Tel.: 3117-6150.

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 Museu do Recôncavo Wanderley Pinho

Erguido no século XVI, à margem da Baía de Todos os Santos, em Caboto, o antigo Engenho Freguesia foi transformado em museu casa em 1971 devido ao seu valor histórico e a sua importância para a região do Recôncavo Baiano. Construído em terras doadas pelo então Governador-Geral do Brasil, Mem de Sá, o casarão foi alvo das invasões holandesas, em 1624, e vivenciou momentos de apogeu na produção de açúcar até a segunda metade do século XIX. Quando as leis abolicionistas passaram a vigorar no país, o engenho entrou em decadência e, em 1890, as moendas de cana-de-açúcar foram desativadas.

Seu conjunto arquitetônico inclui casa-grande com 55 cômodos, fábrica e capela dedicada a Nossa Senhora da Conceição da Freguesia. O acervo é composto das seguintes coleções: imaginária, mobiliário, paramentos, indumentária, desenho, pintura, cerâmica e fotografia, além de peças de tecnologia rural e industrial e instrumentos de suplício. José Wanderley de Araújo Pinho (1890-1967), que dá nome ao museu, foi proprietário do engenho e, como deputado federal, apresentou ao Congresso, em 1930, um projeto de lei de proteção dos bens móveis e imóveis de valor artístico e histórico que resultou na criação do atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

Atualmente, devido à realização de obras para recuperação física do seu conjunto arquitetônico, o Museu do Recôncavo Wanderley Pinho está fechado para visitação.

End.: Via Matoim – Enseada de Caboto, s/n, Candeias.       

Tel.: (71) 3117-6742.

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Parque Histórico Castro Alves

Localizado a170 km da cidade de Salvador, o Parque Histórico Castro Alves é um museu biográfico que funciona em um espaço com 52 mil metros quadrados. Situado na Fazenda Cabaceiras, onde morou Castro Alves (14.03.1847 – 6.07.1871), o museu foi inaugurado em março de 1971, por ocasião do primeiro centenário da morte do poeta baiano. É o lugar ideal para o público conhecer, pesquisar e mergulhar no universo do porta-voz literário da Abolição da Escravatura no Brasil.

Além de acervo de mais de 380 objetos que pertenceram a Castro Alves e seus familiares, formado por fotografias, cartões-postais, manuscritos, livros, indumentárias, adornos pessoais, utensílios domésticos e artes visuais, o Parque Histórico dispõe de auditório aberto com capacidade para 200 pessoas e biblioteca. Os projetos “Sopa de Letras”, “Seguindo os passos do poeta” e “Parque dos Sonhos”, direcionados ao público infanto-juvenil, e “Baú de Memórias”, voltado para idosos, são destaques do programa de ações culturais e educativas do espaço. O Parque também comemora anualmente o aniversário de Castro Alves com um festival de declamação de poesia.

Visitação: terça a domingo e feriados, de 9h às 12h e de 14h às 17h.    

 End.: Praça Castro Alves, 106, Cabaceiras do Paraguaçu.

Tel.: (75) 3681-1102.

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 Museu do Recolhimento dos Humildes

                                                                                                                                                                                                                      Instalado no Convento de Nossa Senhora da Conceição dos Humildes,em Santo Amaro, o Museu do Recolhimento dos Humildes conta uma história de cerca de 200 anos de devoção. Fundado em 1808 e oficializado em 1817 como centro de educação feminino, o espaço foi criado para abrigar meninas órfãs, escravas, viúvas e filhas de senhores de engenho. Sob a guarda do clérigo, essas mulheres aprendiam sobre o catolicismo e afazeres domésticos. Em junho de 1980, o convento passou a abrigar o Museu do Recolhimento dos Humildes.

 As imagens sacras delicadamente ornamentadas pelas recolhidas com seus próprios dotes e o artesanato produzido por elas constituem a maior peculiaridade do acervo, composto também por cristais, pratarias, mobiliário, porcelanas, paramentos, rendas e alfaias (objetos litúrgicos). São cerca de 500 peças, datadas do século XIX e tombadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 1995. O espaço possui um convênio de cooperação técnica com o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC) que inclui a dinamização e conservação de seu acervo, responsabilidade da Diretoria de Museus do instituto, e a conservação do imóvel.  

Visitação: De segunda a sábado, das 9h às 13h.
End.: Praça Frei Bento, s/n, Santo Amaro.
Tel.: (75) 3241-1394.

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EQUIPAMENTOS 

Solar Ferrão

O Solar Ferrão é um espaço dinâmico de arte, cultura e memória, instalado em um dos mais importantes monumentos da poligonal do Centro Histórico de Salvador (CHS). Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 1938, o casarão construído entre o fim do século XVII e início do XVIII possui seis andares e abriga a Galeria Solar Ferrão, o Museu Abelardo Rodrigues e duas coleções, expostas em salas distintas: a de Arte Africana Claudio Masella e a de Arte Popular.

O Museu Abelardo Rodrigues guarda uma coleção de 808 peças de arte sacra, datadas dos séculos XVII ao XX. São imagens em madeira, barro cozido, marfim, pedra e metal, além de oratórios, imagens de Roca e santeiros populares, reunidas pelo pernambucano que dá nome ao museu. Atualmente, o espaço passa por uma requalificação e adequação para uma nova expografia e encontra-se fechado para visitação.

A Coleção de Arte Popular apresenta peças utilitárias e figurativas, oriundas de estados do Nordeste e remanescentes do acervo do extinto Museu de Arte Popular, uma criação da arquiteta italiana Lina Bo Bardi. É composta de 972 objetos, coletados entre as décadas de 50 e60. AColeção Claudio Masella reúne 1.041 peças, que representam objetos étnicos tradicionais de mais de vinte sociedades africanas. Apresenta, sobretudo, estatuetas e máscaras, em materiais que variam entre terracota, madeira e metal.

Visitação: terça a sexta, de 10h às 18h. Finais de semana e feriados, das 13h às 17h

End.: Rua Gregório de Matos, 45, Pelourinho, Salvador

Tel.: (71) 3117- 6357

 

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» Acervo  Cláudio Masella

A Coleção Cláudio Masella é um acervo unitário e fechado, com cerca de 1070 peças, de diversas etnias e localidades da África. A coleção compõe-se, sobretudo, de estatuetas e máscaras, sendo mais comuns as peças de madeira e metal. Elas representam o estilo étnico tradicional de mais de vinte sociedades africanas, distribuídas por cerca de 14 países.

Segundo relatos orais, as peças desta coleção foram adquiridas ao longo de 35 anos por Claudio Masella, um industrial italiano que viveu na Nigéria e no Senegal, e posteriormente, veio a morar no Brasil. Nascido em 2 de agosto de1935, em Roma, e falecido em 21 de fevereiro de 2007, Masella era um apaixonado pela arte africana e reuniu obras com uma expressiva diversidade cultural deste continente.

Em 2004, as peças foram doadas ao Estado da Bahia pelo próprio colecionador, que via em Salvador um local propício para a divulgação da cultura e das artes da África. Assim, o Estado se comprometeu, através de contrato de doação, a gerir, conservar e expor a coleção ao público.

A Coleção Claudio Masella foi inicialmente exposta nos prédios do Queimadinho, mas teve que ser removida por causa das condições inadequadas que o local possuía para a conservação de peças etnológicas. Depois, foi acondicionada na Casa 41 da Rua Gregório de Matos, Pelourinho. Em meados do ano 2008, foi transferida para o Solar do Ferrão, onde hoje se encontra.

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» Acervo de Arte Popular

Trata-se de uma coleção de grande valor, remanescente do Museu de Arte Popular, inaugurado em 03.11.1963. O seu acervo, em processo de restauração pelo IPAC, reúne trabalhos de artesãos do Nordeste que fizeram “escola”, a exemplo de Vitalino Filho, Manoel Eudóxio, Maria Pompéia e outros, além de Carrancas do São Francisco e figuras de proa do século XVII, ex-votos, imagens e uma infinidade de objetos diversos, entre os quais peças em cerâmica de uso utilitário e decorativo. As peças, de inestimável valor para cultura do Nordeste, foram catalogadas pela arquiteta ilatiana Lina Bo Bardi.

Também farão parte do acervo adereços e fantasias de Carnaval, além de documentos do Projeto Memória do Carnaval Baiano. Não é uma coleção a mais para se olhar, elogiar e ir embora. É um instrumento de reflexão para avaliar a generosidade e pureza da arte popular que também responde pela identidade da cultura brasileira. O IPAC que ora administra este patrimônio, desenvolve ações voltadas para a organização de uma exposição de longa duração.

End.: Rua Gregório de Matos, 45 – Solar Ferrão – Pelourinho – Salvador – Bahia
CEP.: 40.025-060
Tel.: (71) 3117-6471

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» Biblioteca Manuel Querino

A Biblioteca Manuel Querino foi reinaugurada no dia 16 de setembro de 2008, em um novo e qualificado espaço no Solar, após ter passado por ampla reforma. As suas instalações fisicas foram ampliadas, foi implantado novo sistema de climatização, além de realizadas nova catalogação e digitalização total do acervo de oito mil livros e trezentos títulos e periódicos. Foi implantada nova sala para leitura, pesquisa e adequação para obras raras. Os livros e periódicos passaram por limpeza, higienização e, alguns, até por restauração.

Este Acervo do IPAC é especializado em história da Bahia, antropologia, arquitetura, urbanismo, arte, artesanato e sociologia. É composto, também, por 80 livros antigos que são solicitados, até por especialistas de outros estados do Brasil. Entre as raridades se destaca o livro Memória do Estado da Bahia de autoria de Vicente Vianna e editado em 1893, além de livros antigos e alguns documentos do século XVIII. Criada na gestão do antropólogo Vivaldo da Costa Lima, em 1972, teve a bibliotecária Regina Celia Santos Zobiak como sua primeira diretora. A Biblioteca do Manuel Querino  é uma das mais aparelhadas do Centro Histórico de Salvador.

No mês de Janeiro de 2009 o IPAC recebeu toda a coleção da Biblioteca Manuel Victorino, doada pelo Liceu de Artes e Oficios, para fazer parte do Acervo da Biblioteca Manuel Querino. Todo o seu acervo é disponibilizado ao público apenas para consulta.

End.: Rua Gregório de Mattos, 45, Pelourinho – Solar Ferrão
Tel.: 71 3117 6384
E-mail: biblioteca@ipac.ba.gov.br

Funcionamento: segunda a sexta-feira, das 09h às 18h e sábado das 09h às 12h

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» Espaço Mário Cravo

O Espaço Cravo, criado pelo Governo do Estado da Bahia a partir do incentivo dos artistas Carybé, Jorge Amado e Mário Cravo Jr., é um centro cultural destinado à produção do conhecimento, a promoção da cultura, difusão das artes, o desenvolvimento social e salvaguarda e dinamização da coleção de autoria do escultor Mário Cravo. Seu acervo é composto por 800 obras de arte doadas por ele ao Estado, e mais 200 cedidas em comodato, entre esculturas, pinturas, projetos, desenhos e gravuras.

Acervo
O Espaço Cravo possui uma coleção integrada por esculturas contemporâneas em diversos materiais, técnicas e tamanhos: pinturas, esculturas, desenhos, projetos, gravuras (xilogravuras, litografias, água forte, buril e monotipia). Além de uma escultura de grande porte de autoria de Juarez Paraíso e do acervo particular com 92 objetos de Mário Cravo – esculturas de médio porte em pedra talco, esteatita, aço inox e pinturas acrílico sob Eucatex e tela.

Na área do Parque de Pituaçú, podem ser vistas esculturas de médio e grande porte, móveis e estáticas, em materiais dos mais variados, a exemplo de: esteatita, ferro, aço inox, mármore, madeira, borracha e fibra de vidro. Esses trabalhos variam em altura de sete centímetros a sete metros.

Exposições de arte contemporânea, em total harmonia com a natureza, também são promovidas no local. O Espaço Cravo conta ainda com auditório para cerca de 40 pessoas, onde são expostas obras de arte em computação gráfica, ministradas palestras e cursos voltados para a produção artística.