IPAC - Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia

Livro do Registro Especial dos Espaços Destinados a Práticas Culturais e Coletivas

Dez terreiros de candomblé localizados nos municípios de Cachoeira e São Félix, na região do Recôncavo, foram inscritos como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado no Livro de Registro Especial dos Espaços Destinados a Práticas Culturais Coletivas do Estado em novembro de 2014.

Aganju didê

Os 10 espaços – `Aganjú Didê´ (conhecido como `Ici Mimó´), `Viva Deus´, `Lobanekum´, `Lobanekum Filha´, `Ogodó Dey´, `Ilê Axé Itayle´, `Humpame Ayono Huntóloji´ e `Dendezeiro Incossi Mukumbi´, localizados em Cachoeira; e `Raiz de Ayrá´ e `Ile Axé Ogunjá´, situados em São Félix – foram os primeiros do país a receber o registro, considerado inovador e mais adequado aos terreiros, pois possibilita a proteção não somente da estrutura física, mas de toda a simbologia que envolve o lugar, incluindo os rituais e a culinária.

Aganju didê

Até então, a proteção oficial oferecida aos terreiros do Brasil era o ‘tombamento’, utilizado para bens culturais materiais, como imóveis e obras de arte. Já o registro especial abriga o patrimônio imaterial, que inclui as manifestações populares, os modos de fazer e, no caso específico dos terreiros, os conhecimentos e heranças simbólicas dessas matrizes culturais.

Terreiro Ilê Axê Ogunjá

A decisão do governo de registrar os 10 terreiros foi tomada com o aval do Conselho Estadual de Cultura (CEC) e a partir de estudos realizados por técnicos do IPAC, órgão vinculado à SecultBA. Estes estudos resultaram em um dossiê com cerca de 100 páginas, composto de laudo antropológico (relatórios sobre história dos terreiros, chegada de povos africanos no país etc), iconografia (fotos) e historiografia das cidades de Cachoeira e São Félix.

Raiz de Ayrá

Saiba mais aqui sobre cada um dos terreiros registrados