IPAC - Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia

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Prodetur

O Programa de Desenvolvimento do Turismo no Nordeste - Prodetur/NE II tem como finalidade melhorar a qualidade de vida da população permanente dos pólos turísticos. Objetiva apoiar os investimentos e ações para gerar renda turística e assegurar que os governos municipais possam receber parte desta renda para gerirem eficazmente os investimentos e fluxos de turismo em benefício da população permanente. Componentes prioritários: fortalecimento da capacidade municipal para a gestão do turismo; planejamento estratégico, treinamento e infraestrutura para o crescimento turístico; e promoção de investimentos do Setor Privado.

É um programa multisetorial do Governo Federal, via Ministério do Turismo, parcialmente financiado com recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento – BID, Banco do Nordeste do Brasil – BNB, os nove estados do Nordeste e o norte do Espírito Santo e Minas Gerais, contando, com as contrapartidas estaduais e da União. A ideia é criar condições favoráveis à expansão e melhoria da qualidade da atividade turística no Nordeste, melhorando também a qualidade de vida das populações da região.

No âmbito da Bahia, a coordenação do Prodetur/NE II está a cargo da Secretaria de Turismo do Estado – SETUR, por meio da Superintendência de Investimentos em Pólos Turísticos (Suinvest), que tem a função de Unidade Executora Estadual. O IPAC licita, coordena e fiscaliza algumas dessas obras, já que outros órgãos estaduais também desenvolvem ações desse programa, como a CONDER.

As obras do Prodetur/NE II de responsabilidade do IPAC integraram a 6ª etapa de Revitalização do Centro Histórico de Salvador, iniciada em 1997. Para escolher os monumentos, o programa considera os valores arquitetônicos e urbanísticos da área, a abrangência social, econômica e cultural do patrimônio tombado.

O IPAC já finalizou e entregou oficialmente a restauração de cinco importantes imóveis/monumentos: Palácio Rio Branco – sede da Secretaria de Cultura do Estado – SECULT-BA, Igreja de Nossa Senhora do Boqueirão no bairro de Santo Antônio, casa das Sete Mortes na Rua do Passo, Igreja do Rosário dos Pretos no Pelourinho, além do complexo arquitetônico da Igreja e Cemitério do Pilar no bairro do Comércio, Cidade Baixa. Essas quatro últimas edificações são tombadas individualmente como Patrimônios Culturais do Brasil pelo IPHAN/MinC, e todas as cinco foram consideradas pelo Prodetur/NE II como “âncoras turísticas” na área do Centro Antigo de Salvador. O investimento total dessas obras do IPAC atingiu a cifra de aproximadamente R$ 21,5 milhões.

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Conheça os Monumentos restaurados pelo IPAC com recursos do PRODETUR/NE II:

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Boqueirão - A igreja da Ordem Terceira de Nossa Senhora da Conceição do Boqueirão teve sua construção iniciada em 1726, na Rua Direita de Santo Antônio Além do Carmo e, também, é tombada pelo IPHAN. Implantada à meia encosta, desenvolve-se em térreo, primeiro pavimento e dois subsolos – tendo o último sido transformado em catacumba no século XIX. A igreja tem frontão azulejado com volutas e nicho central em forma de concha. Suas torres possuem óculos e terminação octogonal, com bulbo e pináculos. O interior é neoclássico e o forro da nave em perspectiva ilusionista barroca, de inspiração italiana.

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Casa das Sete Mortes - O nome como o imóvel ficou conhecido deve-se aos homicídios que ocorreram no ano de 1755. Foi construído a partir da segunda metade do século XVII e é tombado desde 1943, pelo IPHAN. O solar está localizado na Rua Ribeiro dos Santos, (antiga Rua do Passo) e tem como proprietária a Casa Pia e Colégio dos Órfãos de São Joaquim. Dentre as principais características arquitetônicas do imóvel estão o pátio interno com revestimento de azulejos seiscentistas, a fachada revestida de azulejos portugueses do séc. XIX e o vestíbulo com azulejos ingleses da mesma época, além de janelas do pavimento superior com ornamentos estilo D. Maria I.

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Palácio Rio Branco A mais antiga sede do governo da Bahia e um dos palácios mais antigos do Brasil. Situado na mesma praça onde estão a sede da Prefeitura, a Câmara Municipal e o Elevador Lacerda, o palácio foi construído em taipa de pilão pelo primeiro governador-geral do Brasil, Tomé de Sousa, em meados do século XVI. Abrigou Dom Pedro II em 1859 e, no fim do século XIX, ainda ostentava a fachada colonial portuguesa, quando foi reformado em 1900, passando a ter estilo neoclássico. Em 1919, foi reinaugurado depois dos bombardeios que sofreu em 1912, a mando do então presidente Hermes da Fonseca.

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Igreja do Pilar - O conjunto formado pela Igreja do Pilar e cemitério foi construído em meados do século XVIII e é tombado desde 1938, pelo IPHAN. A edificação da igreja data de 1756 e o cemitério de 1799. Estão localizados na parte inferior da falha geológica de cerca de 70m metros de altura que separa as cidades alta e baixa, na capital baiana.

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Rosário dos Pretos - A igreja está localizada na meia encosta da ladeira do Largo do Pelourinho ou Praça José de Alencar.Tombado como Patrimônio do Brasil pelo IPHAN/MinC desde 1938, o prédio religioso é considerado de notável mérito arquitetônico e foi construído por escravos e ex-escravos a partir de 1704, nas horas vagas que dispunham, ao longo de quase 100 anos. A edificação possui imponência, corredores laterais, com pátio ao fundo, onde existe um cemitério. Como as igrejas do Boqueirão e Santo Antônio Além do Carmo, a Rosário dos Pretos possui oratório no lado direito e no plano da fachada que se abre para a rua. As terminações da torre são revestidas de azulejos e no interior existem azulejos com cenas relativas à devoção ao Rosário de Lisboa (1790). O retábulo do altar-mor é de João Simões de Souza (1870/71) e a pintura do teto é de José Pinto Lima (1870/71). Dentre a imaginária, destacam-se N.S. do Rosário (séc.17), São Benedito, Santo Antônio de Catigerona e Cristo Crucificado em marfim. A igreja pertence a Irmandade dos Homens Pretos, que foi uma das primeiras confrarias de negros criada no Brasil e que funcionou inicialmente na antiga Sé da cidade, sendo erigida em 1685.

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