IPAC - Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia

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Conservação e Restauro

Coordenação de Restauro de Elementos Artísticos » Cores

» Atribuições:

Subordinada à Diretoria de Projetos, Obras e Restauro (Dipro), a Coordenação de Restauro de Elementos Artísticos (Cores) tem por finalidade desempenhar as atividades inerentes à preservação, conservação e restauração de bens culturais móveis e integrados, que estejam sob a responsabilidade do IPAC, no estado da Bahia, tais como imagens sacras, peças emestuque ou pedra, peças de arte e de cunho popular, azulejaria, mobiliário e talha em madeira, obras e documentos com suporte em papel, cerâmica, porcelana, lustre e vitral, escultura, moldura e pintura parietal.  Além disso, a Cores possui mais dois setores, um setor responsável por estudo de cores das fachadas de imóveis do Centro Histórico de Salvador e outro de registro e análise das obras que sofreram intervenção.

 

» Breve Histórico:

Em 1974, deu-se a implantação do primeiro núcleo com esta finalidade de trabalho no Governo da Bahia, reconhecido na época por ARCA-Ateliê de Restauro e Conservação de Obras de Arte. O funcionamento deste núcleo se dividia entre a Rua Gregório de Matos, n. º 29 e em algumas salas da antiga Escola de Medicina da Bahia, no Terreiro de Jesus.

Em 1976, suas funções se incorporaram à estrutura organizacional da então Fundação do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (FPAC/BA), se integrando à Coordenação de Conservação e Restauração (CCR), embora só tenha atuado oficialmente na fundação a partir do decreto n.º 25.979, de 07 de Dezembro de 1977, quando passou à denominação de Centro Regional de Restauração de Bens Culturais Móveis (Cerba).

No ano de 2011 passa por reformulação, sendo implantada a atual Coordenação de Restauro de Elementos Artístico (Cores). Embora tenha como foco o atendimento ao Estado da Bahia, a Cores restaurou o sino do Hospital São José de Joinville/Santa Catarina, prestou serviço durante três anos ao estado da Paraíba (João Pessoa) e durante um mês em Alagoas (Marechal Deodoro).

 

» Atuações Recentes:

Fornecimento de mão de obra à DIMUS, realizando higienização e catalogação do acervo das coleções de Abelardo Rodrigues e Cláudio Marsella, bem como o restauro de peças do acervo de Lina Bo Bardi e Udo Knoff.

Dentre os serviços de restauração, foram realizadas intervenções em imagens da Igreja do Santíssimo Sacramento e Nossa Senhora do Pilar e da Igreja de Nossa Senhora da Encarnação de Passé de Candeias e de peças sacras pertencentes ao município de Passé de Candeias. Concluiu-se a recuperação em photoshop de fotografias de vultos do município de Barra do Mendes. Também foram realizados serviços de higienização e dessalinização de azulejos do Museu Udo Knoff.

Visando a manutenção de imóveis do Centro Histórico de Salvador, se realizou prospecção e estudo de cores nas fachadas, fornecendo cartela de cores à Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder).

Entre os serviços de diagnóstico do estado de conservação, foram emitidos pareceres acerca do painel “Ulisses chegando à Bahia”, localizado no Centro Administrativo da Bahia; do painel de azulejos do Museu de Arte Moderna; da escultura “O Cangaceiro”, do artista Mário Cravo, atualmente exposta no Teatro Castro Alves; bem como da escultura da Cabocla do 2 de Julho, do município de Maraúe, dos bens integrados da Igreja do Santíssimo Sacramento de Itaparica.

Quanto às pinturas parietais integradas, foram analisados Complexo Escolar Carneiro Ribeiro, Palacete das Artes, Palácio da Aclamação e Câmara Municipal de Salvador. Foi ainda realizada a transferência do chafariz, em mármore Carrara, que pertenceu à família de Castro Alves, para Palácio Rio Branco.

Quanto à avaliação de mérito de preservação, foi emitido parecer acerca dos bens móveis e integrados da Igreja de Bom Jesus dos Passos, sítio na Ilha de Bom Jesus, Região Metropolitana de Salvador.  Ainda neste período se realizou fiscalização nos serviços de restauro da Coroa de Xangô, integrada ao Terreiro da Casa Branca, e de afrescos do século XIX, encontrados na Sala Pompeana do Palácio Rio Branco.

Em parceria com a Fundação Hansen Bahia, foi promovida a segunda edição da oficina de conservação de papel para cerca de 60 estudantes de museologia, restauração e história de Cachoeira, no recôncavo baiano.